jun
07
2010
0

Botafogo (2) x Corinthians (2). A estratégia caranguejo nos tirou dois pontos.

Nos últimos anos o Botafogo ficou marcado pela sua inacreditável falta de autoconfiança. ”É assim o Botafogo: quando se espera que ele vá decidir, aí que ele não vai, é aí que ele, em vez de ir para frente, vai para trás”, sintetizou o Fernando Calazans, no “O Globo”, após a final do Carioca de 2009.

Neste domingo não foi diferente. Saiu atrás no placar contra o líder do campeonato, mas virou o jogo com competência e autoridade. E quando todos achavam que marcaria mais um e confirmaria sua tarde feliz, o que acontece? Recuo, mais recuo, escanteio no último minuto, gol de empate na prorrogação. De novo.

Convenhamos que, desta vez, o Botafogo não tem nada a ver com isso. O responsável pela pequenez da estratégia caranguejo dos últimos 15 minutos da partida tem nome e sobrenome: Joel Santana.

Porque o treinador acertou na escalação improvisada do 4-4-2, e acabou descobrindo que Lúcio Flávio e Renato Cajá podem jogar juntos nos dias em que ambos estejam a fim de jogo. Domingo foi um desses dias. E quando os dois poderiam ser letais no contra-ataque - como foram no gol da virada, junto com Marcelo Cordeiro - são sacados para a entrada de Bruno e Felipe Lima. Cansaço de ambos? Ainda que fosse, seriam mais eficientes na marcação, até pela quilometragem que possuem.

E não é a primeira vez de Joel. Contra o Flamengo, pela Taça Rio foi da mesma forma. E ainda houve o Santa Cruz, naquela fatídica partida pela Copa do Brasil. Quando a gente acredita que vai para a frente, vai para trás. Com a zaga que dispomos, não é possível sustentar um placar com o adversário jogando com dez no nosso campo de defesa.

De resto, ficaram algumas outras impressões:

* Marcelo Cordeiro tem razão em reclamar do frio que sente no banco de reservas. Considerando o resto do time, ele tem que estar em campo. E nem precisa ser para Somália - xodó de Joel - perder o lugar. Até porque Somália pode jogar na direita ou como volante, posição para o qual foi contratado. Tá fácil.

* Dia desses li uma declaração de Lúcio Flávio dizendo que estava se sentindo muito melhor fisicamente, e que isso refletia na qualidade do seu futebol. De fato, o meia deu um salto de eficiência surpreendente - vide os dois últimos gols que marcou. Não me recordo de ter visto uma arrancada em contra-ataque como esta contra o Corinthians. Só não entendo a razão de Lúcio Flávio ter sido titular fora de forma por tanto tempo, e tantas partidas, desde 2006.

* Leandro Guerreiro fez uma partida correta também, na minha opinião. Parece que começou a passar o efeito da tal escova marroquina.

* Caio não tremeu diante de Roberto Carlos e até obrigou o veterano lateral a jogar mais recuado. Não tremeu mas nem por isso conseguiu ganhar mais que uma jogada que, aliás, terminou em falta cobrada por Lúcio Flávio. RC3 mostrou porque é ainda um dos melhores e o Talismã descobriu que a estrada é mesmo longa e ele mal deixou o acostamento.

* A torcida não poupa Caio, mas Herrera também está devendo uma atuação convincente. Dá gosto de ver a garra do argentino, mas o sabor do gol é muito mais doce.

* Alessandro se esforça, corre, come grama. Passa alguns jogos esquecido pela parte da arquibacanda que o vaia. Aí, de repente, cai sentado como no lance do primeiro gol corinthiano. E fica de novo na berlinda. Alessandro e a vaia têm um caso de amor incompreensível.

Pausa para a Copa do Mundo. É bom ver o Brasil em campo e deixar a alma alvinegra torcer para o Loco Abreu superar o Scarone como o maior artilheiro da Celeste.

Mas não ter o Fogão em campo deixa um vazio danado!

mai
21
2009
0

Espantoso é pouco…

Grande notícia: o Santos quer contratar Alessandro - dentre os titulares do último Campeonato Carioca, o ala só não foi pior que Émerson, segundo a maioria das avaliações e as médias do Ranking Infogol!.

Péssima notícia: Alessandro diz que não quer trocar General Severiano pela Baixada Santista. Está “feliz” e “adaptado” ao alvinegro - só faltou perguntar se a felicidade é extensiva aos torcedores.

Espantoso (!): a diretoria do Botafogo entende que Alessandro só seria liberado se, em troca, o Santos disponibilizasse Neymar ou Kléber Pereira!

Enquanto isso… negocia-se a volta de Lúcio Flávio, o maestro da batuta de papel.

Melhor não ler mais as notícias do dia. Ou achar que são mentiras, para não acreditar que são apenas absurdos em série.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria | Tags:, ,
fev
11
2009
0

E o Lúcio Flávio, hein?

Em janeiro, comentei aqui (“O Maestro da Vila? Sou cético”) no Infogol! sobre um artigo do PC Vasconcelos em seu blog, no qual ele enaltecia Lúcio Flávio, o novo dono da camisa 10 santista.  Duvidei - e continuo duvidando - que aquele que já foi chamado de “maestro” em seus, provavelmente únicos,  tempos Gloriosos, brilhe na Vila Belmiro. 

Pois veio o jogo contra o Palmeiras, primeiro clássico paulista de Lúcio Flávio. Após assistir ao massacre do time verde na etapa inicial, o meia é sacado do time ainda no vestiário.

Lúcio Flávio? Clássico? Bem, botafoguenses já sabem muito bem que aí estão duas coisas que definitivamente não combinam entre si…

Na terça-feira Márcio Fernandes, técnico do Peixe, anuncia: Lúcio Flávio está barrado. E ficará apenas treinando, para retornar assim que estiver “em um melhor condicionamento físico”.  “É para preservar o atleta… e blá, blá, blá.”

Pois é…

Escrito por Edson.T em: Sem categoria | Tags:,
jan
21
2009
1

O maestro da Vila? Sou cético.

Lúcio Flávio. Segundo o técnico santista, 'sera o cérebro da equipe' na temporada.

Estava lendo um artigo do PC Vasconcelos, em seu blog, no qual ele enaltece os meias Douglas, do Corinthians, e Lúcio Flávio, agora no Santos. “São dois cabras que tenho gosto em ver atuando”, afirma o Chefe de Redação do SporTV. E recomenda: acompanhem a temporada de ambos. “Tenho certeza que dará gosto de vê-los”.

Não resisti, e deixei lá o meu comentário.

Lúcio Flávio tem futebol - ou, ao menos, lampejos - para jogar em qualquer clube brasileiro de ponta, no Brasil. Mas é fato que sempre se escondeu nas decisões e, por conta disso, o Botafogo ficou com a fama de morrer na praia nos últimos anos. As finais dos Cariocas de 2007 e 2008 - mesmo com ele marcando na última partida contra o Flamengo -, além da semifinal da Copa do Brasil, contra o Corinthians, só evidenciaram quão grande é a apatia do jogador na hora da verdade.

Na partida contra o Timão, no Engenhão, em dado momento do jogo comecei a acompanhar a movimentação do meia, depois do Corinthians abrir o placar. Túlio fazia uma partida horrível - ele mesmo admitiu isso no intervalo - e Lúcio Flávio parecia fugir da bola, sempre se posicionando em espaços onde ela não poderia alcançá-lo. Talvez estivesse bem marcado. Talvez estivesse comprovando sua vocação para o amarelo.  O Botafogo até venceu a partida. Mas a performance de LF se repetiu no Morumbi, e adeus Copa do Brasil.

Alguns diziam que era o “maestro”. Agora o PC sugere um acompanhamento ao longo do ano que se inicia. Farei-o. Mas duvido que Lúcio Flávio irá reger qualquer orquestra na Vila Belmiro.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria | Tags:,
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    1989_06_21_botafogo_vs_flamengo_g1.jpg Botafogo 2x2 Fluminense - Clique para ampliar

 

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