jun
10
2010
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21 depois de 21 – Vítor levanta a tampa do caixão

Flamengo 3 x 3 Botafogo - Clique para ampliar

Era o 03 de maio de 1989. Maurício fez o primeiro gol do clássico, mas o Flamengo vira e chega a abrir 3 a 1 no placar. Gonçalves – ainda rubro-negro – marcaria um belo gol contra de cobertura, diminuindo a vantagem. O Fogão rumava para sua primeira derrota no campeonato quando, aos 43 minutos do segundo tempo, Mauro Galvão descobre Vitor, que mata a bola no peito e invade a área, deixa um Zé Carlos sentado, outro Jorginho desorientado, e empurra para as redes. Era o 3 a 3 final.

A certeza da vitória era tanta que Zico não se conteve. “Ressuscitamos um morto”, desabafou, após o jogo. Um resultado fundamental para a conquista da Taça Rio e o direito de jogar a finalíssima contra o mesmo Flamengo, que havia conquistado a Taça Guanabara. O Botafogo de Vitor prosseguia, mais vivo e invicto do que nunca, para encerrar o jejum de 21 anos.

Dia 21 de junho tem o lançamento do “21 depois de 21”, de Rafael Casé e Paulo Marcelo Sampaio. Com vinte e um infogols. O aquecimento começa com a visita ao hotsite lançado pelo livrosdefutebol.com.

abr
21
2010
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Abreu e “la más loca” cobrança de pênalti

Clique na imagem para ampliá-la

Almoçando com o Cesar Oliveira e o Rafael Casé na sexta-feira, antes da final da Taça Rio, os assuntos, é claro, eram a decisão no domingo e  o “21 depois dos 21”, livro a ser lançado em 21 de junho.

Entre uma garfada e outra, surgiam outras combinações cabalísticas. O 21 é mesmo alvinegro. Ainda lembrei-me que “Sebastián Abreu + Herrera”,  los hermanos gloriosos, somam vinte e uma letras.

Ainda que muito otimista, não imaginei que presenciaria in loco, pouco mais de 48 horas depois, o nosso ataque Mercosul jogando Bruno para o canto e conferindo os dois pênaltis que derrubaram o Clube da Lagoa.

Alguns torcedores ao meu lado viraram-se de costas para o campo e não tiveram coragem de ver El Loco dar uma inacreditável cavadinha frente-a-frente com o ex-famoso pegador de penalidades. Eu armei a Nikon para registrar o momento. Ela não disparou, sei lá o porquê.  Deve ter vibrado junto com a massa alvinegra. Os que viram pularam de imediato. Os que não, vieram junto.

Washington Sebastián Abreu Gallo acabara de sepultar o trauma dos pênaltis, do goleiro catador e do vice-campeonato. Vinte e um anos depois, brilhou o 13 do uruguaio.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria | Tags:, , ,
abr
21
2010
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O prólogo e o epílogo de uma jornada Gloriosa. Botafogo Campeão Carioca de 2010.

Maracanã, 18 de abril de 2010. 21 anos depois de encerrado o jejum de 21 anos sem título, o Botafogo conquista novamente o Campeonato Carioca. E, novamente, derrotando o mesmo Flamengo, adversário de 89.  Emoção, adrenalina, lágrimas e explosão de alegria. Palavras não podem descrever o sentimento nas arquibancadas durante os 90 minutos de batalha. Ficam os registros da velha Nikon D50, do antes e do depois.

Paixão

Tradição, tradição. É a torcida do Fogão! E ninguém cala…

Constelação

A arquibancada escala Armando Nogueira.
Um toque de poesia para o seu conjunto de estrelas.

União

Um entrou como time, o outro esfacelado e cabisbaixo.
O campeonato começou a ser decidido na saída dos túneis.

Superação

Foi humilhado com um 6 a 0, mas renasceu.
O “patinho feio”, o “mais fraco dentre os grandes”
chega à final da Taça Rio para liquidar o campeonato.

Identificação

Caiu nas graças da torcida desde o primeiro dia.
E correspondeu à altura.
Na marca do pênalti, Abreu entraria para a história alvinegra.

Premonição

O arqueiro campeão de 1995 prepara Jefferson para a conquista de 2010.
Naquela baliza, naquele canto. Cadê o Império do Amor?

Emoção

Missão cumprida.
Os guerreiros viram crianças, depois de um jornada para homens.

Campeão

Obrigado, Fogão!

fev
15
2009
1

Dois (ou mais) toques – Botafogo 1 x 1 Flamengo

* O clássico terminou em 1 a 1. Mas, houvesse um Maicosuel, ou um Victor Simões, dentro de campo e o Botafogo poderia ter alcançado uma goleada histórica no Maracanã, tamanha a facilidade que encontrou para trocar bolas na entrada da area do Flamengo, notadamente no primeiro tempo.

* Mesmo cenário se viu na segunda etapa, quando Ney Franco isolou Reinaldo no ataque e passou a apostar nos contra-ataques. Uma porção de passes e finalizações desperdiçadas por Wellington Júnior, Jougle, Lucas Silva e Alessandro, na intermediária do ataque, deu sobrevida ao adversário, que não conseguia se encontrar em campo. Um pouco mais de qualidade e a vitória alvinegra estaria consolidada, certamente com um placar dilatado.

* Em tempo: se o futebol de Wellington Júnior é esse que apresentou no jogo contra o Flamengo, restará comprovado que o Botafogo fez um mau négócio: devia mesmo ter emprestado o atleta ao Cabofriense, transação que malogrou por questões financeiras.

* Renan recuperou-se nesta partida de suas últimas atuações titubeantes. Um pênalti defendido, defesas importantes, segurança. Quase conseguiu evitar o gol de empate, já nos acréscimos. Mas aí seria o São Renan.

* Thiaguinho anda com o pé no acelerador, às vezes de forma atabalhoada. Lucas Silva anda com o pé no freio, às vezes puxando junto o freio-de-mão. O curioso de Lucas Silva é que quando arrancou em direção ao gol quase marcou o seu, e com classe. No segundo tempo deu um chapéu na entrada da área do Flamengo mas finalizou mal. No mais, passes de cinco metros errados e finalizações de tal forma bisonhas que não o deixariam ultrapassar sequer uma peneira de qualque time da primeira divisão. Primeira divisão carioca, que fique claro.

* O Flamengo há muito descobriu que o mapa da mina passa por Alessandro. Na final da Taça Guanabara do ano passado, Diego Tardelli fez o gol da vitória sob marcação do nosso ala. Neste domingo, um pênalti bobo cometido sob Egídio e a pegada frouxa em Zé Roberto, no gol de Josiel,  confirmaram a fragilidade de Alessandro quando enfrenta o time da Gávea.

* Ney Franco optou por deixar de fora Émerson e Léo Silva, sob o argumento de que ambos estavam pendurados com dois cartões amarelos. Para a partida da semifinal, possivelmente terá que encontrar outra desculpa para deixá-los no banco e escalar Fahel e Batista que, na minha opinião, ganharam a titularidade em campo, neste domingo. Que o digam Zé Roberto e Íbson, anulados pela dupla enquanto os alvinegros tiveram pernas e gás para correr.

* A propósito, na tarde quente do Maracanã, Thiaguinho e Fahel sucumbiram às cãimbras. Outros demonstraram claramente que já estavam sem preparo físico a partir da metade do segundo tempo. Duas questões vem à tona por conta disso. 1) Se o time demonstrava sinais de fadiga e o calor era desfavorável, por que fazer duas alterações durante o intervalo, com o time dominando o jogo e o placar? 2) Se os jogadores estão pregados fisicamente logo na sétima partida oficial do ano, o que esperar do resto da temporada?  (Ah, já sei, eles ainda não estão no ápice da forma física… e daqui a umas vinte partidas já estarão no declínio…).

* O Botafogo mostrou que está firme e forte no páreo pela Taça Guanabara. Ambos os times de domingo não estavam com todos os seus titulares, mas com Maicosuel e Victor Simões voltando o alvinegro é candidato natural ao título. Resta saber quem será o próximo adversário, ainda encoberto pelo tapetão que desenrolaram no meio do campeonato.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria | Tags:, ,

 

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