jul
04
2013
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Os projetos sobrevivem ao tempo

O tempo é escasso e minhas viagens neste espaço andam raras. Mas os projetos do Infogol estão em andamento e devem alcançar resultados em breve. Publicar e-books é apenas o primeiro passo, ainda em 2013. Menos de um ano para a Copa do Mundo. E o projeto “Todos os Gols do Penta” entra no sprint final. Novidades no horizonte.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria | Tags:, ,
jun
06
2010
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E o Botafogo amansou a Fúria

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Há exatos 48 anos, no dia 6 de junho de 1962, Brasil e Espanha duelaram pela primeira fase da Copa do Chile. Jogo tenso, singular e inesquecível.

Tenso porque o Brasil jogava pelo empate para seguir adiante na competição. Porém, foi a Espanha que saiu na frente, com um gol de Adelardo Rodriguez, aos 35 minutos do tempo inicial. Singular porque o Brasil esteve perto de adiar o sonho do bicampeonato. Mas, naquela tarde fria, o Botafogo foi a Seleção Brasileira. Virou o jogo e rumou para erguer pela segunda vez a Jules Rimet.

Collar se joga para cima de Nilton Santos

Doze minutos do segundo tempo. Espanha 1 a 0. Enrique Collar avança pela ponta direita acompanhado por Zagallo. Dá um corte rápido e ao ingressar na área é parado por Nilton Santos. A história conta que foi pênalti e que o nosso lateral deu dois passos para frente, postando-se na risca da grande área. Malandragem? Não concordo. Collar é que empurrou Nilton para dentro da área e ele apenas retornou à posição original. Até a falta é questionável e a imagem é clara: o pé direito do brasileiro está praticamente além da marca da cal. Ou será que estou equivocado? :))

Diante da simulação do espanhol, o lateral, com toda a razão, fica inconformado com a marcação de falta

Na cobrança da falta, Puskas ameaça bater, dá uma paradinha e recebe a vaia dos espectadores. Finalmente, centra para a marca de pênalti, a bola é rebatida e Joaquin Peiró vira uma bicicleta mandando a bola para as redes. Há quem não entenda até hoje a marcação do árbitro chileno Sérgio Bustamante. Mas o video-tape da partida não deixa dúvidas. Bustamante não anulou o segundo gol espanhol. Ele apitou claramente – uma empurrão sobre Zito – antes, inclusive, de Peiró iniciar a pedalada no ar. Gilmar nem esboçou uma defesa.

Depois do susto, só deu Botafogo em Viña Del Mar.

Aos 27 minutos, Zagallo avança pela esquerda e cruza. Jose Arasquistaín tenta a defesa com o pé direito, mas Amarildo, o “Possesso”, antecipa-se e marca o gol de empate. O Brasil estava classificado mas a Fúria ameaçava.

Foi quando Garrincha resolveu encontrar os seus “juans”. Primeiro levou Jesus Gracia, depois Adelardo, Gracia de novo, levantamento na pequena área, Amarildo só cumprimentou – Echeberria ainda tenta cortar, de cabeça, em vão. Botafogo 2, Espanha 1. Aos 22 anos, Amarildo Tavares da Silveira estreava na Copa do Mundo em grande e alvinegro estilo. Brilhava a Estrela Solitária no acanhado Estádio Sausalito.

Muita gente aposta que Brasil e Espanha farão a final da Copa do Mundo da África do Sul, neste 2010. Nos últimos dias até a EA Sports, fabricante de games, cravou a Espanha como campeã, usando um simulador que previu a vitória da Fúria sobre o Brasil por 3 a 1 na final. Não aposto no resultado, mas acho plausível que sejam estes os finalistas. Só que um embate entre Brasil e Espanha, em Copa do Mundo, nunca mais será disputado de forma tão Gloriosa como foi naquele 6 de junho.

maio
19
2009
2

A “Enciclopédia” faz 84 anos

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Ninguém pode carregar um apelido de tal porte sem ter méritos inquestionáveis.  Ainda bem que Nilton Santos é Botafogo. Ou… ainda bem que ele é O Botafogo. Só os alvinegros podem se orgulhar de ter na história de sua paixão um jogador de tamanha estatura. Vida longa ao mestre, professor e exemplo.

fev
04
2009
1

Ainda bem que ele era do Botafogo.

Marinho Chagas

Jogo no final e é bola na área da Tchecoslováquia. Depois de uma confusão e uma cabeçada de Jairizinho, o sujeito com a cabeleira loira manda para o fundo das redes. Brasil 1 a 0. É gol de Marinho Chagas.

Começava a história de um improvável botafoguense, nascido em Maringá(PR), onde, naquele tempo, nove entre dez garotos torciam para times de São Paulo. Meu pai, palmeirense. Meus tios, corinthianos. Mas eu, aos sete anos, ainda tentando compreender que história era aquela de vinte e dois homens correndo atrás de uma bola, comecei a buscar informações sobre o lateral esquerdo do Botafogo e da Seleção Brasileira, preparando-se para a Copa da Alemanha.  Imaginem o que era isso sem internet, nem televisão pay-per-view e tendo acesso dificultado a jornais e revistas que cobriam o futebol.

Marinho Chagas ainda faria mais um gol em um amistoso contra o Haiti. E voltaria daquele Mundial consagrado como o melhor da sua posição em todo o mundo. Estava inoculado em mim o botafoguismo que sobreviveria a custa de jogos mal-ouvidos no radinho de pilha, raríssimas partidas transmitidas pela TV e matérias esporádicas na Placar e na Folha de Londrina. Um torcedor do Botafogo que só conseguiu gritar “é campeão!” depois de quinze anos de torcida distante, quando Maurício, aos 12, do dia 21, depois de 21,  marcou o gol mais histórico da recente história alvinegra.

E foi com uma lembrança ainda muito viva de Marinho Chagas – “a Bruxa”, “a bomba nordestina” – que assisti à reprise de Brasil vs. Argentina, pela Copa da Alemanha. E colorida! Um verdadeiro presente da TV Cultura, dentro do programa “Grandes Momentos do Esporte”, que vai ao ar nas tardes de domingo. Do jogo, que assisti na época em uma  TV p&b, só tinha a lembrança dos gols de Rivelino e Jairzinho – que repetem até hoje -, e o placar de 2 a 1 a nosso favor. Mas, claro, não me recordava da atuação do lateral esquerdo.

Foi uma grata satisfação ver em ação um jogador que admirava quando criança. Marinho jogava muito e, principalmente, muito a frente de seu tempo. Zé Maria, o lateral direito, quase não ultrapassava o meio de campo. Já Marinho avançava sem medo, tramando jogadas com Dirceu – também do Botafogo – e Rivelino próximo à area adversária, às vezes chegando à linha de fundo. Sem contar que se apresentava para cobrar todas as faltas de ataque e por vezes partia sozinho para cima da zaga portenha, mesmo com dois ou três pela frente. Um ala, no início da década de 70.

Dirceu para Marinho, com Jair fechando pelo meio. Era o Botafogo infernizando a defesa dos hermanos na Copa de 74.

E mais: Marinho era destro, um detalhe que havia se apagado da minha memória. Afinal, notabilizou-se pelo setor esquerdo do campo. Mas sempre conduzia a bola com o pé direito, o que certamente confundia a marcação, pois em várias ocasiões afunilava para o centro e apresenta-se como um verdadeiro meia esquerda. Hoje é de se perguntar por que cargas d’água, afinal,  Cláudio Coutinho não o levou para a Copa da Argentina. Polivalente, Marinho Chagas já compreendia o overlapping e o ponto futuro quatro anos antes!

Em 1974, o potiguar Francisco das Chagas Marinho certamente não imaginava que estava a fazer botafoguenses mirins pelo interior do Paraná. De lá para cá, sempre soube que tinha tido a sorte de Marinho defender as cores do Glorioso naquela época, pois isso me transformou em alvinegro. Agora, trinta e cinco anos depois, foi bom confirmar que não escolhi errado meu ídolo de infância.

O cara jogava uma bola redonda! 

Em tempo: Marinho tomou um soco de Emerson Leão, no vestiário, após a derrota para Polônia por 1 a 0, na decisão pelo 3º lugar do Mundial da Alemanha. O goleiro não se conformou com o gol do carequinha Lato, que avançou pela esquerda da defesa brasileira, enquanto Marinho ainda voltava do campo de ataque. Pois bem, penso que essa injustiça merece uma correção. Ora, se Marinho avançava com frequência, como pude ver durante todo o jogo contra a Argentina, era porque Zagallo permitia. Caso contrário, não o faria com tal desenvoltura. Ou não? E, se o técnico autorizava, certamente deveria esperar por uma cobertura nas subidas do lateral, mesmo sendo um tempo em que não existia esquema com dois volantes e o Brasil atuava em uma espécie 4-3-3. Então, quem falhou no gol polonês? O Alfredo Mostarda, é claro, que tomou um drible e até hoje está procurando pelo polonês… Resumindo… Ô Leão, você agrediu o cara errado!…
Escrito por Edson.T em: Sem categoria | Tags:, , ,
jan
20
2009
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Vinte e seis anos sem Mané Garrincha

Há quem diga que ele ganhou sozinho a Copa do Mundo de 1962.

Há quem diga que este foi seu único gol de cabeça, ao menos com a camisa canarinho (Brasil 3 x 1 Inglaterra – Vinã Del Mar, Chile – 10/06/1962 – Quartas-de-Final da Copa do Mundo).

Brasil 3 x 1 Inglaterra

 Há 26 anos partia Mané Garrincha.

Há quem diga que outros jogaram mais. Mas todos haverão de concordar: Garrincha é o inventor e sempre será rei eterno do futebol-arte.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria | Tags:,

 

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