jun
24
2010
1

A noite do 21. Mais um dia para a história.

Os campeões, 21 anos depois

Poderia ter sido apenas mais uma noite de autógrafos, entre tantas outras que são realizadas todos os dias em shoppings e livrarias do Rio de Janeiro.  Mas o lançamento de “21 depois de 21“, obra de Rafael Casé e Paulo Marcelo Sampaio, acabou se transformando em uma grande festa em homenagem aos jogadores da inesquecível conquista de 1989, exatos 21 anos depois.

Placa comemorativa, jogadores assediados, homenageados e com seus autógrafos disputados como se o título tão celebrado tivesse sido conquistado dias antes. Paulinho Criciúma, Vítor, Luisinho, Mazolinha, Marquinho, Jéferson, Ricardo Cruz, Gustavo, Carlos Alberto Santos, o técnico Valdir Espinosa. Mal conseguiam circular pelo salão e, tenho a certeza, nem em junho de 1989 foram tão fotografados como nessa noite. Executivos de terno e gravata, crianças que nem haviam nascido no dia daquela final e torcedores ilustres, como o jornalista Roberto Porto e o ator Stepan Nercessian, igualavam-se na tietagem e na reverência aos heróis alvi-negros.

Respeito à tradição e ao passado, aos seus ídolos e suas conquistas. Assim é o Botafogo que eu vi na sede de General Severiano.

Quem teve o prazer de viver essa noite, como eu, certamente confirmou a sensação de que é mesmo diferente, muito diferente, ser botafoguense.

Rafael Casé, este blogueiro e Paulo Marcelo Sampaio

Vitor, que discursou em nome dos jogadores, Rafael Casé e o presidente Maurício Assumpção

A taça que Mauro Galvão ergueu em 1989

Placa comemorativa em homenagem aos campeões.

jun
20
2010
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21 depois de 21 – Chegou o dia

1989_06_21_botafogo_vs_flamengo_g1.jpg

Eu morava em Curitiba naquele 21 de junho. É possível até que os termômetros marcassem 12 graus naquela noite fria. É provável também que poucos vizinhos tenham entendido aquele grito de gol que veio de um apartamento térreo no bairro do Pinheirinho. Um gol esperado, sofrido, comemorado.

A voz era de Galvão Bueno, pela Globo. “Vem o Botafogo chegando. Olha o cruzamento… Maaaurício!… Goooooooooooooooooool”, soltou o narrador.

Doze minutos da segunda etapa e o sofrimento prosseguiu até o apito final. Botafogo, finalmente, campeão. E pela primeira vez, para mim, que nada sabia de coisa alguma quando o alvi-negro conquistara o título de 68.

Mal sabia eu que, passados quase 21 anos, eu estaria no mesmo Maracanã para ver o Fogão derrotar novamente o Flamengo e conquistar mais um Campeonato Carioca. E que, exatamente 21 anos depois, teria a oportunidade de participar da confecção do livro que vai contar a saga daquela inesquecível conquista invicta de 1989.

Nesta segunda-feira, 21 de junho, a partir das 19 horas, no Salão Nobre do Botafogo F.R., Rafael Casé, Paulo Marcelo Sampaio e a LivrosDeFutebol.com, do Cesar Oliveira, estarão lançando 21 depois de 21.

Casé me mandou um e-mail neste sábado confirmando a presença de vários jogadores que integraram aquela time. Paulinho Criciúma, Ricardo Cruz, Josimar, Wilson Gottardo, Marquinho, Carlos Alberto, Luisinho, Vítor, Jéferson, Gustavo, e Gabriel, além do técnico Valdir Espinosa e do auxiliar-técnico “Búfalo” Gil, estarão lá para abrilhantar a festa. Também está prevista a exibição, no telão, do documentário “Botafogo, uma constelação solitária”, do jornalista Anderson Victorino.

Uma grande noite em preto-e-branco!

jun
14
2010
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21 depois de 21 – O homem do cruzamento redentor

Botafogo 2x2 Fluminense - Clique para ampliar

Para muita gente que acompanha o futebol, Vágner Aparecido Nunes, o Mazolinha, é apenas aquele que, tomado por um sentimento de coragem inusitada, talvez tenha sido o único jogador profissional – o primeiro, com certeza – que confessou em uma entrevista ter jogado sob o efeito do doping. A matéria da revista Placar, em 1987, rendeu ao seu autor, o jornalista Carlos Orletti, o Prêmio Esso de Informação Esportiva, um ano depois da publicação.

Para os botafoguenses, todavia, Mazolinha é muito, muitíssimo mais que uma matéria da Placar. Mazolinha é aquele que saiu do banco de reservas na final de 1989 para ser um dos protagonistas da jogada que encerrou o jejum de 21 anos.  O homem que cruzou uma das mais importantes bolas da história alvi-negra.

Durante muito tempo, acreditou-se que Mazolinha vestia a camisa 14 na final, que somada à camisa 7 de Maurício, totalizava o cabalístico 21. O atacante vestia, na verdade, a camisa 16. Só que era a sua vigésima primeira partida na competição. O mesmo número de jogos de Luisinho, que fez o lançamento para Mazolinha, e de Maurício, que recebeu o cruzamento. E, se não bastasse tamanha coincidência em torno daqueles que participaram do lance capital, Mazolinha entrou no lugar de Gustavo, que, adivinhem, atuou em quantas partidas naquele campeonato? Ora, 21, é claro!

Mazolinha marcou apenas um gol em todo o campeonato, o primeiro tento do empate de 2 a 2 contra o Fluminense, pela Taça Rio, em 21 de maio – tinha que ser nesse dia mesmo. Um cruzamento de Jéferson e um peixinho que deixou paralisado o  goleiro Ricardo Pinto. Foi de cabeça, porque o pé esquerdo já estava reservado para um lance ainda mais importante, um mês depois, no outro dia 21.

Faltam 7 dias para o lançamento de “21 depois de 21”. E sete, todos sabem, é o número da camisa do Maurício…

jun
10
2010
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21 depois de 21 – Vítor levanta a tampa do caixão

Flamengo 3 x 3 Botafogo - Clique para ampliar

Era o 03 de maio de 1989. Maurício fez o primeiro gol do clássico, mas o Flamengo vira e chega a abrir 3 a 1 no placar. Gonçalves – ainda rubro-negro – marcaria um belo gol contra de cobertura, diminuindo a vantagem. O Fogão rumava para sua primeira derrota no campeonato quando, aos 43 minutos do segundo tempo, Mauro Galvão descobre Vitor, que mata a bola no peito e invade a área, deixa um Zé Carlos sentado, outro Jorginho desorientado, e empurra para as redes. Era o 3 a 3 final.

A certeza da vitória era tanta que Zico não se conteve. “Ressuscitamos um morto”, desabafou, após o jogo. Um resultado fundamental para a conquista da Taça Rio e o direito de jogar a finalíssima contra o mesmo Flamengo, que havia conquistado a Taça Guanabara. O Botafogo de Vitor prosseguia, mais vivo e invicto do que nunca, para encerrar o jejum de 21 anos.

Dia 21 de junho tem o lançamento do “21 depois de 21”, de Rafael Casé e Paulo Marcelo Sampaio. Com vinte e um infogols. O aquecimento começa com a visita ao hotsite lançado pelo livrosdefutebol.com.

jun
01
2010
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Contagem regressiva para “21 depois de 21” e “Quem derrubou João Saldanha”

Cesar Oliveira me enviou um e-mail confirmando o lançamento dos hotsites dos dois sensacionais lançamentos da LivrosDeFutebol.com. Clique nas imagens acima e comece a desfrutar do que vem por aí.

Nos sites, tudo sobre os livros, os autores, degustação grátis de um trecho dos livros, muitas fotos, as notícias que estão saindo na imprensa sobre as obras e ainda um QUIZ especial para os visitante concorrerem  a três livros autografados pelos autores.

Dica do Infogol!: não deixem de ler o prefácio do 21, já disponível. O autor é ninguém mais, ninguém menos, que Paulinho Criciúma, grande herói dentre os heróis de 1989. Você, botafoguense, vai começar a se emocionar de novo, tenha a certeza, quase 21 anos depois.

abr
21
2010
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Abreu e “la más loca” cobrança de pênalti

Clique na imagem para ampliá-la

Almoçando com o Cesar Oliveira e o Rafael Casé na sexta-feira, antes da final da Taça Rio, os assuntos, é claro, eram a decisão no domingo e  o “21 depois dos 21”, livro a ser lançado em 21 de junho.

Entre uma garfada e outra, surgiam outras combinações cabalísticas. O 21 é mesmo alvinegro. Ainda lembrei-me que “Sebastián Abreu + Herrera”,  los hermanos gloriosos, somam vinte e uma letras.

Ainda que muito otimista, não imaginei que presenciaria in loco, pouco mais de 48 horas depois, o nosso ataque Mercosul jogando Bruno para o canto e conferindo os dois pênaltis que derrubaram o Clube da Lagoa.

Alguns torcedores ao meu lado viraram-se de costas para o campo e não tiveram coragem de ver El Loco dar uma inacreditável cavadinha frente-a-frente com o ex-famoso pegador de penalidades. Eu armei a Nikon para registrar o momento. Ela não disparou, sei lá o porquê.  Deve ter vibrado junto com a massa alvinegra. Os que viram pularam de imediato. Os que não, vieram junto.

Washington Sebastián Abreu Gallo acabara de sepultar o trauma dos pênaltis, do goleiro catador e do vice-campeonato. Vinte e um anos depois, brilhou o 13 do uruguaio.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria | Tags:, , ,
mar
19
2010
1

21 infográficos prontos para o 21

 

Era o dia 21, do mês de junho de 1989. Maurício aplica um “drible-de-corpo” – que a oposição insiste em chamar de empurrão – em Leonardo e chicoteia a bola para lavar a alma botafoguense, 21 anos depois. No flagrante histórico, o placar eletrônico do Maracanã ao fundo não deixa dúvidas: eram mesmo transcorridos 12 minutos do segundo tempo, 21 graus celsius de temperatura. No lance, o camisa 7 do Botafogo (Maurício) + o camisa 4 do Flamengo (Leonardo) + o camisa 1 do Flamengo (Zé Carlos) = 12… é claro.

 

Desta imagem histórica extraí o último quadro do último dos 21 Infogols preparados para o livro “21 depois de 21”, de autoria dos jornalistas Rafael Casé e Paulo Marcelo Sampaio, a ser lançado, obviamente, no dia 21 de junho, dia do vigésimo-primeiro aniversário do título de 1989. Tomara eu possa estar lá, às 21 horas!

Participar deste projeto transformou-se em uma grande viagem no tempo, a partir das imagens da extinta Rede Manchete. Os gols daquela campanha foram exaustivamente analisados, de forma a captar a maior quantidade de detalhes. Em diversos lances tivemos  – os autores, o editor Cesar Oliveira e eu – que  recorrer às fichas técnicas, recortes de jornais e até mesmo o depoimento dos jogadores para descobrir quem foi o autor de um determinado cruzamento, ou o nome do zagueiro adversário. Mas, valeu a pena. E muito.

Das imagens, surgiram detalhes que muitas vezes perderam-se no tempo e na memória de alguns, e que com este livro certamente serão resgatados.  A vibração peculiar de Paulinho Criciúma, correndo até o banco de reservas a cada gol marcado, a explosão no arranque e a velocidade de Maurício, a categoria de Vítor, os passes precisos e elegantes  do capitão  Mauro Galvão.

Não tinha “dancinha” para comemorar gol, nem chuteira amarela e tampouco cor-de-rosa. Mas ali se viu futebol e uma raça incontestável para acabar com um estigma que castigou a torcida alvinegra por mais de duas décadas.  Grandes campeões, em breve eternizados nas páginas de “21 depois de 21”. Imperdível!

Em tempo: o gol de Maurício, por sugestão do Cesar, foi montado em dois quadros, para alcançar um melhor detalhamento da jogada. O primeiro quadro, em primeira mão, é este publicado abaixo (clique na imagem para amplia-la). O segundo? Bem, o segundo vem junto com o livro…

Botafogo 1x0 Flamengo - Clique para ampliar
jan
26
2010
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Na labuta, 21 anos depois de 21.

Ultimamente, as postagens aqui sempre vêm acompanhadas de desculpas pela absoluta falta de tempo para escrever sobre o Botafogo. Depois de um horroroso (vergonhoso) 6 a 0 contra no último domingo (24/01), melhor ficar assim por mais algum tempo.  Muita gente alvinegra, muito mais qualificada que eu, está relatando o caos atual com a dedicação que o momento exige. Ficarei acompanhando como sempre, esperando uma brecha para poder escrever com a regularidade que gostaria.

Se o blog está em um quase recesso involuntário, os infográficos estão em plena fase produtiva. Vem aí a saga do Campeonato Carioca de 1989, 21 anos depois dos históricos 21 anos sem títulos, em um livro (clique aqui e conheça o blog) de autoria dos jornalistas Rafael Casé e Paulo Marcelo Sampaio e que será publicado pela LivrosdeFutebol.com, do incansável Cesar Oliveira.  Estamos nesse projeto, contribuindo com os gráficos de gols – 21 deles, é claro – da inesquecível jornada de Paulinho Criciúma, Josimar, Espinosa e cia.

Logo publicarei um deles por aqui.

 

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