Acasos e rezas
Volto a escrever algo para o Infogol! seis meses depois do último post. Compromissos profissionais me impedem de comentar o Botafogo com a regularidade que gostaria. Não deixei de acompanhar todo o campeonato e tampouco os blogs amigos. Só que o fiz em silêncio.
Curiosamente - e infelizmente - o post do início de junho passado, quando apenas seis rodadas do Brasileirão tinham sido disputadas, apontava a preocupação com a realidade do Glorioso e as perspectivas de uma queda para a Série B. O Botafogo de Ney Franco, de Fahel, de Émerson, de Alessandro, Léo Silva e Lúcio Flávio. Quase o mesmo Botafogo agora sob o comando(?) de Estevam Soares. Nada havia de profético, é claro. Aquela realidade, vista com imparcialidade, é que apontava para um desastre agora tão próximo de General Severiano.
Botafogo e Palmeiras farão no próximo domingo o jogo dos objetivos opostos. A dramaticidade estará presente no Engenhão. Tudo o que os alvinegros podem esperar, e rezar, é por mais uma tarde de São Jóbson, o capetinha que pode ser o responsável único pela permanência na elite.
E apesar dos faheis, lúcios e emersons da vida, a trajetória do Botafogo na competição depende muito mais do acaso que da lógica, impedindo prognósticos e cálculos matemáticos.
Então, que o acaso jogue de preto-e-branco. E haja reza.
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