mai
30
2009
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Os 50% do “maestro”

Segundo a revista Placar, o maior salário do elenco alvinegro é pago a Reinaldo: R$ 90 mil.

Lúcio Flávio, também de acordo com a publicação, vinha recebendo R$ 185 mil mensais para treinar na Vila Blemiro.

Logo, é razoável concluir que o meia encarou uma redução de 50%  no seu contracheque para poder voltar a reger uma orquestra(?) em campo.

Hoje é o dia de sua segunda estreia, contra o Sport.  Talvez venha apenas com 50% da bola que tinha em sua primeira passagem pelo Engenhão.

A conferir.

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mai
22
2009
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Desfibrilador em ação, de novo.

Meses atrás postei aqui um comentário sobre a sina do Botafogo em atuar como “desfibrilador” para jogadores a caminho do ostracismo. Parece que a máquina vai entrar em operação novamente. Desta feita, contudo, para ressuscitar alguém que já a conhece muito bem: Lúcio Flávio.

O meia saiu do Botafogo no início do ano com status de “maestro” para ser o dono da mítica camisa 10 do Santos. Poucos se lembraram, na ocasião, que quando chegara ao alvi-negro, em 2006, vinha na descendente, com passagens apagadíssimas por Atlético Mineiro e São Caetano. Em três anos de General Severiano conseguiu o destaque que jamais tivera no cenário nacional. E, com a bola inflada, entendeu que não poderia adequar-se à nova política salarial estabelecida pela gestão Maurício Assumpção. Aterrissou cheio de prestígio na Vila Belmiro, mas não passou do Lúcio Flávio de outrora.

Agora, novamente em baixa, é pretendido pelo Botafogo. Sem mercado e sem moral, deve aceitar uma proposta modesta.

As perguntas que nos restam são: por que investir em um jogador que foi afastado do elenco por Márcio Fernandes e terminou abandonado por Wagner Mancini? Se não serve nem para o banco de suplentes do Peixe servirá para fazer a torcida esquecer Maicosuel?

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mai
21
2009
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Frias reflexões alvinegras

O Botafogo - e talvez até muitos outros clubes brasileiros - não tem mais um time.

Quem tem time é a Traffic, em consórcio com a Ability, em parceria com empresários avulsos. O Botafogo tem história, tem camisa, tem torcida e tudo isso junto se transformou em vitrine.

O que está em jogo, doravante, não é mais o título em disputa, mas sim a valorização das comoddities que - casualmente - envergam o manto do Glorioso.

Considerando a “lei de mercado”, o “teto orçamentário”, “a folha paga em dia” etc. etc., nesta temporada o Botafogo conseguiu montar um elenco com…

… aqueles que estavam em baixa no exterior (Reinaldo(Japão), Victor Simões(Coréia), Renato(Israel), Jean Coral(Portugal))

… aqueles que já estavam em baixa no Botafogo (Alessandro, Émerson, Lucas Silva)

… aqueles que estavam em baixa em clubes nacionais (Juninho, Léo Silva, Wellington, Diego, Fahel, Émerson)

… aqueles que vieram de baixo, leia-se Série B ( Batista e Jean Carioca)

… aqueles que são as fichas de aposta para não fechar o cassino ( Wellington Jr., Gabriel, Laio, Rodrigo Dantas, Alex, Jougle).

… aqueles que sobraram do desmanche ao final de 2008, talvez até pela lei da oferta e da procura ( Leandro Guerreiro, Renan, Thiaguinho, Castillo)

… aqueles que vêm como incógnitas (Michael e Tony)

… aquele que nem saiu do estaleiro (Teco).

… aquele que já se foi( Maicosuel)…

E, para “gerenciar” esse elenco, aquele que acreditava em 27 pontos nos primeiros 30 a serem disputados (Ney Franco), mas que na largada já perdeu 4 dos primeiros 6 pontos em jogo.

Se alguém alcançar destaque durante o campeonato, o exterior é o destino. Só os medíocres continuam, na falta de melhores ofertas dos - e para os - investidores.

De nada adianta a ilusão dos apaixonados e tampouco a “matemágica” do treinador.

O outdoor botafoguense vai brigar por uma vaga na Copa Sulamericana. Se subir mais um improvável degrau, fará a festa dos especuladores da bola. E uma alegria efêmera para uma torcida calejada. Ultimamente, o orgulho do torcedor só sobrevive até a próxima janela de transferência.

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mai
21
2009
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Espantoso é pouco…

Grande notícia: o Santos quer contratar Alessandro - dentre os titulares do último Campeonato Carioca, o ala só não foi pior que Émerson, segundo a maioria das avaliações e as médias do Ranking Infogol!.

Péssima notícia: Alessandro diz que não quer trocar General Severiano pela Baixada Santista. Está “feliz” e “adaptado” ao alvinegro - só faltou perguntar se a felicidade é extensiva aos torcedores.

Espantoso (!): a diretoria do Botafogo entende que Alessandro só seria liberado se, em troca, o Santos disponibilizasse Neymar ou Kléber Pereira!

Enquanto isso… negocia-se a volta de Lúcio Flávio, o maestro da batuta de papel.

Melhor não ler mais as notícias do dia. Ou achar que são mentiras, para não acreditar que são apenas absurdos em série.

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mai
19
2009
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A “Enciclopédia” faz 84 anos

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Ninguém pode carregar um apelido de tal porte sem ter méritos inquestionáveis.  Ainda bem que Nilton Santos é Botafogo. Ou… ainda bem que ele é O Botafogo. Só os alvinegros podem se orgulhar de ter na história de sua paixão um jogador de tamanha estatura. Vida longa ao mestre, professor e exemplo.

mai
11
2009
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Pedrão foi melhor que Nilmar?

Por coincidência, Pedrão e Nilmar formaram a minha dupla de ataque no game Cartola FC, do site Globoesporte.com. E adivinhe quem teve a melhor performance na primeira rodada? Nilmar? Errou….

Ambos marcaram gols na rodada inicial e eu já esperava uma bela pontuação, principalmente por conta do já chamado “Nilmaradona” dos pampas… (menos, menos…).

De fato, Nilmar fez um gol antológico no Pacaembu. Não chegou a driblar os tais oito corinthianos. Mas fez uma senhora fila. Já o avante do Barueri fez outro gol não menos antológico. Mas teve a providencial ajuda do Sobrenatural de Almeida, que baixou na Ilha do Retiro, no sábado.

Feitas as contas no Cartola FC, Pedrão fechou com uma pontuação 9,0 contra 7,5 do colorado. Pedrão vale hoje 13,89 “cartoletas”, valorização de 3,89. Já Nilmar, foi “comprado” por 24,00. E, amanheceu a segunda-feira desvalorizado em 0,97.

No site do Globoesporte, o gol bonito de Nilmar vale vídeos em vários ângulos, análise gráfica, entrevista com a mãe e pedidos por uma convocação para a Seleção. No game do Globoesporte.com, todavia, valeu o mesmo 1 ponto do gol de Pedrão, ou do Victor Simões.

Em tempo: dizem que o Cartola FC tem mais de 300 mil participantes. O Infogol! começou de forma, digamos, discreta. Por conta das “cartoletas” disponíveis, “só” pudemos comprar o Juninho, o Túlio Souza, o Leandro Guerreiro e o Renan (nota 10!).  E, depois da primeira rodada,  já estamos no Top 90.000 do ranking nacional!… :)

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mai
05
2009
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Ranking Infogol!: Maicosuel, absoluto.

 

Maicosuel: só faltou o título.

A atualização do blog enfrentou um período de recesso, mas o Ranking Infogol! continuou sendo alimentado. E chegou ao resultado pretendido, 21 partidas depois, e apesar do sabor amargo de um título que mais uma vez escapou. Deu Maicosuel na cabeça, de forma incontestável. Claro, ele não foi apenas o melhor do Botafogo e ainda o artilheiro da competição com 12 gols. Jornais e a própria FERJ o elegeram o melhor jogador do campeonato.

Confesso que durante a coleta das avaliações cheguei a duvidar de que o resultado final pudesse representar como foram, de fato, as participações de cada um dos 25 jogadores utilizados pelo Botafogo no Carioca de 2009. Percebi que, em diversas partidas, determinadas notas pareciam incoerentes, às vezes injustas. Fazer gols rende boas avaliações, mas partidas discretas - porém eficientes - do meio de campo para trás nem sempre recebem avaliações corretas. O goleiro só é notado quando o time joga mal e ele é obrigado a defesas complexas. Se a defesa enfrenta um ataque medíocre, notas medianas. Se os atacantes sofrem pela inoperância dos meias e não recebem bolas durante 90 minutos, notas baixas.

Todavia, compilados todos os resultados, restou claro que houve um consenso, tanto em relação aos melhores como também em relação aos piores. Maicosuel venceu na média da avaliação dos três jornais . E Emerson, dentre aqueles que atuaram em pelo menos 11 partidas, ficou com a lanterna das três classificações.

Além de coletar as notas do “Lance!”, “O Dia” e “Jornal do Brasil”, o Infogol! considerou durante parte do campeonato as avaliações do “Cantinho Botafoguense”, blog do Rodrigo Federman, e do “Jornal dos Sports”. Entretanto, como não foi possível obter as notas de todas as 21 partidas desses dois últimos veículos, a consolidação final limitou-se aos outros três.

Os três primeiros colocados, que estiveram no topo ao longo de todo o campeonato carioca, foram Maicosuel, Victor Simões e Reinaldo, nessa ordem, com uma pequena variação no JB, onde Reinaldo alcançou a segunda melhor média. Só foram relacionados os jogadores que obtiveram avaliações individuais em 11 ou mais partidas, das 21 disputadas. Renan e Leandro Guerreiro foram os únicos que estiveram presentes em todos os jogos do Botafogo no Estadual 2009.

Eis os resultados finais:

Fazendo-se uma média, com as notas referentes aos três veículos, o Ranking Infogol! obteve o seguinte resultado:

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mai
05
2009
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Pela terceira vez consecutiva

Por absoluta falta de competência emocional deixarei de tecer maiores comentários acerca da finalíssima de domingo.

Sinceramente, por alguns minutos, vislumbrei uma virada histórica, troféu erguido e o adeus a um complexo de vira-latas rodrigueano que teima em querer brotar no gramado onde pisam os alvinegros de General Severiano.

Assim, fico com o texto de Fernando Calazans, em sua coluna do “O Globo” de segunda-feira, que, embora tido como rubro-negro, conseguiu ser a voz sensata  - precisa e sintética -  a descrever o que tem sido o Botafogo dos últimos jogos:

“É interessante descobrir por que o Botafogo não joga sempre como jogou naqueles 20, 25 minutos do segundo tempo. Mas ele não começa jogando assim e, quando joga assim um certo período, não sei por que para em seguida.

Parece que o Botafogo se recusa a ser campeão, como aconteceu na cobrança de pênalti de Victor Simões - o primeiro dos três pênaltis que Bruno defendeu.

Como já se recusara a ser campeão naquele jogo único da decisão da Taça Rio, em que poderia ter arriscado tudo para ser campeão de uma vez e não arriscou nada. É assim o Botafogo: quando se espera que ele vá decidir, aí que ele não vai, é aí que ele, em vez de ir para frente, vai para trás.

Ontem, perdeu três pênaltis, nada menos do que três pênaltis numa tarde só: Victor Simões, no tempo de jogo; Juninho (com um cobrança grosseira) e Leandro Guerreiro, na disputa de pênaltis.

Parece que o Botafogo se recusa a vencer e a ser campeão.”

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    1989_06_21_botafogo_vs_flamengo_g1.jpg Botafogo 2x2 Fluminense - Clique para ampliar

 

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