abr
11
2009
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Dois (ou mais) toques. Vasco 0 x 4 Botafogo.

* Foi uma daquelas noites em que tudo dá certo. Os melhores estiveram no seu ápice. Os medíocres não comprometeram. E, para o adversário, um dia para esquecer. Botafogo 4 x 0. A um passo do paraíso.

* A nuvem de desconfiança que pairava sobre Maicosuel em dia de clássico dissipou-se. Um gol antológico para abrir o placar. Outro, preciso, o último, para enterrar quaisquer pretensões cruzmaltinas. É o craque do time, em grande forma, com grande chance de tornar-se artilheiro do campeonato. Quando lhe dão espaço, transforma-se no azougue alvinegro.

* Uma noite cheia de sinais positivos. Diametralmente opostos ao que foram percebidos no confronto anterior, com goleada do Vasco. Desta feita, havia o cheiro da vitória, o aroma do chocolate. Porque Juninho voltou a mostrar o chute calibrado que o consagrou. Porque Maicosuel equilibrou-se antes das conclusões. Porque Thiaguinho chutou com precisão. Porque Carlos Alberto não jogou. E quando teve a única chance, mandou de bicicleta caprichosamente para fora. Não havia espaço para outro resultado.

* O placar até poderia ter sido mais elástico. Histórico. Não o foi porque Victor Simões ainda briga pela artilharia e depois de ótimas assistências em dois gols, insistiu em tentar fazer o seu. Não o foi porque, verdade seja dita, o Botafogo respeitou o adversário, à despeito do coro de “olé” que ecoava pelas arquibancadas.

* E como joga o Leandro Guerreiro quando a partida é decisiva. Impecável. Não tivesse tomado um prematuro - e talvez injusto - cartão amarelo e o nome de Carlos Alberto deixaria de ser citado pelo locutor em toda a partida.

* Renan, quem diria, assistiu ao jogo confortavelmente de dentro do campo. O Vasco chegou pelo menos três vezes com perigo, mas o goleiro não fez uma única defesa difícil ao longo dos noventa minutos.

* Mantenho minha opinião sobre Gabriel: ainda não joga o quanto acha que joga. Mas, inegavelmente, tem uma baita estrela. Pela segunda vez saiu do banco para guardar uma bola nas redes adversárias.

* É a mesma estrela que falta para Alessandro. Para piorar, falta-lhe futebol também. Erra passes curtos, finaliza mal. Se fosse apenas burocrático talvez fosse melhor que tentando ser ousado. Quanto mais joga, menos justifica sua titularidade. Está fazendo falta no banco de reservas.

* Ney Franco provou que não pode ser chamado de burro por errar duas vezes. Depois do passeio que tomou do time da Colina um mês atrás, mudou o posicionamento da equipe e anulou os pontos fortes do adversário. Não é teimoso e valeu-se da humildade para devolver os mesmos quatro gols que levara para casa.

* Botafogo na final da Taça Rio, esperando pelo próximo adversário.  Que pode ser o mesmo adversário em um ou em três jogos. Tomara que a mesma vontade se repita no próximo domingo. E o Botafogo possa passar a régua de imediato. Uma torcida que sofreu demais nos dois últimos anos merece uma alegria antecipada.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria |
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    1989_06_21_botafogo_vs_flamengo_g1.jpg Botafogo 2x2 Fluminense - Clique para ampliar

 

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