mar
29
2009
--

Dois (ou mais) toques - Fluminense 2 x 1 Botafogo

* Convenhamos, o empate teria sido o placar mais justo para o Botafogo, muito embora o Fluminense não tenha jogado sequer para merecer um pontinho sequer. Todavia o alvinegro acreditou na vitória muito antes dela estar consolidada. E foi castigado.

* Juninho. Nem os adversários acreditam na sua capacidade. Qualquer um chega perto do zagueiro e dá um “tapa” na bola para buscar logo mais adiante. Até quando?

* Alessandro, 100 jogos. Até quando?

* Emerson. Até quando?

* Sou daqueles que acreditam que destaques das divisões de base merecem ter uma oportunidade no time profissional. E que só a constância poderá lhes dar consistência. Mas é evidente que Gabriel ainda está muito verde para encarar um clássico no Maracanã. Se deixar a timidez de lado, pode voltar a ser uma esperança.

* O trio-esperança do Botafogo (Maicosuel, Reinaldo e Victor Simões) quase nunca está junto em campo. Faltou Victor Simões contra o tricolor. Com um pouco mais de sorte, e um pouco mais de entrosamento, serão fundamentais para uma eventual semifinal da Taça Rio e, principalmente, para as finais do Carioca 2009.

* Aliás, em se falando de Reinaldo, durante a semana o atacante reclamou publicamente da apatia da torcida perante o atual momento de instabilidade do time. Talvez, se ele deixar de ser apático em campo, como o foi neste sábado, a torcida possa dar uma resposta diferente nas arquibancadas.

* Fahel marcando Thiago Neves? Não dá.

* Maicosuel fez a sua parte. Correu, buscou o jogo, partiu para cima sem medo do erro. E cobrou o pênalti da forma que Fernando Henrique merecia. Pena que um Maicosuel não foi o suficiente.

* Quando Diego acaba sendo um dos destaques da equipe, e ainda foi um dos que mais correram, dá para se ter uma idéia de como foi a participação dos demais.

* Luz amarela acesa. Declínio alvinegro ou ascensão dos rivais? Sem Fred, o Fluminense não mostrou nada de excepcional. Mas o Flamengo parece melhor e o Vasco mantém o bom nível. Está chegando a hora do Botafogo mostrar que tem bala na agulha para ter em General Severiano o troféu que interessa. Taça Guanabara virou objeto de marketing, mas para a torcida já é passado.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria |
mar
29
2009
0

O tempo é o senhor da razão…

… mas a falta dele tem impedido uma atualização racional deste Infogol!.

Pelas estatísticas do site, notadamente no que tange a número de visitas e tempo de permanência, sei que muitos acompanham este trabalho. Infelizmente, por questões profissionais, não tem sido possível comentar os jogos do Botafogo e tampouco publicar as consolidações parciais do ranking. Mesmo assim, não deixei de acompanhar a trajetória da equipe e de coletar as notas atribuídas a cada jogador pelos veículos de imprensa, o que assegura a possibilidade de uma análise completa ao final do campeonato - com o título, de preferência!

De qualquer forma, agradeço aos visitantes que passeiam por aqui, de vez em quando. É motivo de orgulho saber que o Infogol! é visto - e lido - em todas as regiões brasileiras, além de despertar o interesse de internautas que surfam pelo mundo digital a partir de Portugal, Itália, Japão, Senegal, Argentina, Alemanha, Croácia, República Tcheca…

Fica aqui o meu muito obrigado.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria |
mar
23
2009
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Dois (ou mais) toques. Botafogo 4 x 0 Duque de Caxias

* Mais um jogo-treino-passeio-oficial para a equipe do Botafogo. Desta vez o “sparring” foi o Duque de Caxias. Muito pouco acrescentou à trajetória do alvi-negro no campeonato, eis que um abismo colossal separou o volume de jogo apresentado pelos dois oponentes.

* Apenas pela quarta vez Reinaldo e Victor Simões formaram a dupla de atacantes. A última vez havia que perfilaram juntos havia sido contra o Bangu, no longínquo 08 de fevereiro. Assim, é difícil encontrar entrosamento, sem contar que Reinaldo demonstrava uma sutil falta de ritmo decorrente de seu período de inatividade por contusão. Mas trata-se de uma formação infinitamente melhor que aquela com um dos dois em campo, tendo como companheiro um Jean Carioca, ou um Diego.

* Era o típico jogo para a alegria de Maicosuel, que costuma destroçar a defesa dos pequenos. Porém, o meia deixou o campo contundido, ainda no intervalo. E já é dúvida para o próximo compromisso, contra o Americano. O trio Maicosuel - Victor Simões - Reinaldo parece fadado a não atuar com a constância que todos esperavam.

* Lucas Silva ganhou sua enésima oportunidade. E era um joguinho para qualquer meia deitar-e-rolar. Preferiu, todavia, apenas deitar-e-cochilar. O gol que desperdiçou foi daqueles que mandavam um atacante para uma temporada com o time de aspirantes, numa tentativa de reaprender os fundamentos do esporte. Já deu. E penso que, desta feita, até Ney Franco desistiu do “mexicano”.

* E o Alessandro, hein? Francamente, aí está uma titularidade que considero incompreensível. Nada de cruzamento, nada de armações pela direita, muito pouco trabalho na retaguarda - quando o adversário é fraco. Está com dificuldade para efetuar passes de três metros de distância. No já famoso gol desperdiçado por Victor Simões, o ala direita chutou a gol e a bola tinha a linha de fundo como destino. É claro que não foi um cruzamento.

* Dois pênaltis, dois cobradores. Uma troca de gentilezas, em cada momento por um objetivo - individual - diferente. Victor Simões brigando pela artilharia e Reinaldo por um primeiro gol no Engenhão (a propósito… quem foi que inventou essa história de que ele estava pressionado por essa bobagem de gol número um em casa?). Eu, particularmente, acho essa história de cobrancas de pênalti vinculadas a necessidades momentâneas uma política absurda, incabível. Falta de comando mesmo. Deve existir um primeiro cobrador oficial (Maicosuel) e um substituto imediato (Reinaldo). E ponto. Trata-se de uma aberração, no meu entendimento, que essa decisão seja tomada em campo, pelos jogadores, independentemente do placar. Se querem fazer de VS o artilheiro, que decidam isso durante os treinos, e com o aval do técnico. Em campo, não há espaço para atitudes de “rachão”.

* E vem aí a primeira das três partidas contra o Americano. Ou duas. O Botafogo pode simplificar as coisas, vencendo por dois gols de diferença em Campos, pela segunda fase da Copa do Brasil. De qualquer forma, na quarta-feira, no Olímpico João Havelange, teremos a oportunidade de ver se há ou não uma pedra no caminho do Glorioso rumo à almejada conquista do torneio nacional.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria |
mar
19
2009
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Notas de Cabo Frio - 12ª Rodada

E prossegue a maratona de avaliações referentes aos jogos do Botafogo no Campeonato Carioca. Muito embora o Infogol! não tenha publicado as notas das duas primeiras rodadas da Taça Rio, as mesmas estão sendo computadas para o Ranking que vai definir, ao final do torneio, o melhor jogador do Glorioso na competição - segundo o “O Dia”, “Lance!”, “Jornal do Brasil”, “Jornal dos Sports” e do blog “Cantinho Botafoguense”, que representa a opinião dos torcedores.

A seguir os resultados apurados após a goleada sobre a Cabofriense, 4 a 0, no último domingo, em jogo realizado no Estádio Alair Correa:

JOGADOR O DIA LANCE JB JSports BLOG MÉDIA
RENAN 7 6 5 6 6,5 6,1
EMERSON 7 6 5 5 5,5 5,7
JUNINHO 7 6,5 5 5 5 5,7
L. GUERREIRO 7 6 7 7 6,5 6,7
ALESSANDRO 7 5,5 6 3 3,5 5,0
FAHEL 6 5,5 5 6 5 5,5
LÉO SILVA 7 6 6 7 5,5 6,3
MAICOSUEL 8 7 7 8 7 7,4
THIAGUINHO 7 7 7 8 6 7,0
JEAN CARIOCA 3,5 4 4 3 4 3,7
VICTOR SIMÕES 9 7,5 9 9 6,5 8,2
BATISTA 7 6 6 7 5,5 6,3
LUCAS SILVA 6 5 6 6 4,5 5,5
RENATO 7 6,5 7 4 5,5 6,0


O DONO DA BOLA

Dois gols e a liderança do ranking Infogol! - apesar de uma participação apagada no clássico contra o Vasco. Victor Simões foi o melhor em campo, com uma média de 8,2. É o artilheiro da equipe e candidatíssimo a maior goleador do campeonato.

 

MENÇÃO HONROSA

Mais uma vez Maicosuel foi um dos destaques do time, com a segunda melhor média (7,4). Uma cobrança de falta perfeita, projeçoes sempre em direção ao gol e jogadas de efeito - nem todas produtivas, diga-se de passagem. Tem sido grande quando o adversário é pequeno. Mas ainda precisa provar sua força quando do outro lado estiver um dos outros três rivais históricos.

 

O INCOMPREENDIDO”
A reconhecida força de vontade e o bom preparo físico não têm garantido à Alessandro atuações convincentes nas últimas partidas. Já começa a ser contestado, mas não por todos. Para o “O Dia”, nota 7, o ala foi “bem no apoio e na marcação”. Na análise do “Jornal do Brasil”, nota 6, “fez boas jogadas pelo lado direito”. Um outro Alessandro foi visto pelo “Jornal dos Sports”, nota 3. “Jogou melhor  do que no clássico contra o Vasco, mas continua devendo uma boa atuação. Desperdiçou gols incríveis”, lembrou o diário esportivo.  Para o CB, nota 3,5, Alessandro “começa a se especializar em ser o pior em campo…”.

DÁ-LHE, BOLA!
Jean Carioca
saiu do banco e teve uma aparição interessante na final da Taça Guanabara, apesar de um gol perdido embaixo das traves do Resende. Contra o Dom Pedro, pela Copa do Brasil, marcou um gol e mostrou boa movimentação. Mas o breve encanto começou a desaparecer no jogo contra o Vasco: ninguém o viu em campo. Não foi diferente no Alair Correa. Substituído, conseguiu a pior avaliação dentre os catorze que pisaram no gramado,  3,7. E mais: é a pior média de um jogador que  iniciou uma partida como titular, considerando-se os doze jogos já disputados pelo  Botafogo. O número fala por si. 

*****

Mesmo ausente durante quatro rodadas, Victor Simões não perdeu a força desde o retorno, contra o Tigres. Lidera com tranquilidade o Ranking Infogol!, com uma média de 6,98 em oito participações, seguido por Reinaldo (6,74 - com 7 jogos) e Maicosuel (6,64 - 11 jogos). Fora do “pódio”, na quarta posição, agora surgem empatados Renan e Leandro Guerreiro, ambos com 6,31.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria |
mar
16
2009
0

Dois (ou mais) toques - Cabofriense 0 x 4 Botafogo

Após um breve período de inatividade aqui no Infogol! - mesmo tendo acompanhado todos os jogos, inclusive o da Copa do Brasil, in loco, no belo estádio do Bezerrão, no Gama -, vamos tentar retomar as atividades por aqui. Evidente que é muito mais agradável fazê-las após uma goleada na noite de domingo.

* De longe, a partida mais fácil do Botafogo em todo o Campeonato. Nem mesmo contra o Friburguense o alvinegro jogou com tal tranquilidade.

* Claro que a facilidade não veio totalmente de graça. Mordida após o fiasco contra o Vasco, a equipe partiu com autoridade para cima do adversário desde o início da partida, sufocando-o a partir da saída de bola. E ainda jogou toda a segunda etapa com um homem a mais.

* Maicosuel comprovou mais uma vez que é o terror dos adversários… pequenos.  Com liberdade de marcação movimenta-se com desenvoltura, arma bons ataques e conduz a bola sempre em direção à meta contrária, com velocidade e técnica. Bate faltas com precisão. Mas continua sendo, para mim, uma incógnita. Ainda precisa mostrar o mesmo futebol quando enfrenta adversários mais tarimbados. Tem feito a festa no interior, mas contra Fluminense e Vasco não teve a mesma ginga.

* “Sem querer querendo”, Ney Franco pode ter achado uma solução para a ala esquerda. Batista, canhoto, entrou muito bem e em poucas jogadas fez o que Thiaguinho não pode fazer: dribles em direção à linha de fundo e cruzamento com a perna correta para a posição.

* Nada, absolutamente nada, contra Thiaguinho. Trata-se do pulmão da equipe. Vai em todas as bolas com a sede de quem busca um copo d’água no deserto. Tabela com o atacante com a mesmo força que usa para desarmar os adversários no campo de defesa. Às vezes o excesso de vontade o prejudica. Carrinhos desnecessários, cadência de jogo que não aparece. Mas é titular incontestável desse Botafogo. Só que deveria entrar na sua posição de origem, volante. Nunca conseguiu vaga por ali. Merece uma.

* Se Ney Franco entender que o meio está repleto de opções, ainda assim Thiaguinho encaixar-se-ia muito melhor na ala direita. Alessandro não vem bem. Contra o Dom Pedro, conseguiu ser vaiado pela torcida caseira em boa parte do segundo tempo. É incrível como o jogador consegue sempre escolher a opção de jogada menos adequada para as situações de jogo. Finaliza (mal) quando poderia servir. Dribles previsíveis invariavelmente para o lado errado. Raramente acerta um cruzamento. Pelo preparo físico é um excelente titular do banco de reservas.

* Atenção para o capitão. Com um placar de quatro-a-zero favorável certas atuações passam despercebidas. Todavia, fato é que as três jogadas de maior perigo do Cabofriense na partida tiveram Juninho como protagonista. Em um contra-ataque do adversário, apelou para não tomar um drible em velocidade e ganhou o cartão amarelo de recompensa. Pouco depois, em cobrança de escanteio, grudado no gramado viu subirem ao seu lado dois jogadores, com um deles cabeceando com perigo. E, no último minuto dos acréscimos, levou uma finta de Valdir na grande área, que por pouco não marcou o gol de honra dos anfitriões.

* Juninho parece lento, pesado, mesmo ficando na sobra como último dos três zagueiros. E é necessária uma análise menos passional em relação ao zagueiro. Trata-se do capitão e líder do time. Mas há que se cuidar para que a vaca não vá para o brejo nos grandes jogos passando pela porteira que pode estar escancarada.

* Victor Simões, o “neo-pantera”, voltou às boas com as redes, após um jogo contra o Vasco no qual ele não viu a bola,  nem dentro, nem fora da área. Fez dois gols e poderia ter feito outros tantos, assumindo até a artilharia da competição - tem 8 gols, um a menos que o inconstante Bruno Meneghel,  do Resende. No ataque do alvinegro, céu-de-brigadeiro. Mas quer o destino - ou o preparo físico mesmo - que Victor Simões e Reinaldo não consigam pavimentar um entrosamento que pode ser letal a qualquer defesa contrária. Sempre um dos dois está no estaleiro e a dupla não consegue entrar junta em campo.

* Um 4 a 0 que não serve para despertar falsas ilusões. O equilíbrio entre os quatro grandes parece a tônica deste segundo turno. Contra os menores, treinos de luxo. Já enfrentando seus pares, uma vitória, um empate e uma derrota com goleada. A aguardar os jogos decisivos. O vice-campeonato já é nosso desde 2007. Mas ninguém mais quer ser o primeiro dentre os últimos.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria |
mar
04
2009
1

Notas do Maracanã - 9ª Rodada

Somente hoje pude compilar as notas relativas à decisão da Taça Guanabara.

Na média geral, Reinaldo foi considerado o melhor da partida. Porém, curiosamente, as escolhas variaram de veículo para veículo. O atacante teve a melhor avaliação por parte do “Lance!” e do Jornal dos Sports. Por outro lado, Leandro Guerreiro obteve as maiores notas do “O Dia” e do blog “Cantinho Botafoguense”, e Maicosuel foi o destaque para o Jornal do Brasil.

Eis o quadro consolidado:

JOGADOR O DIA LANCE JB JSports BLOG MÉDIA
RENAN 7 6 7 6,5 6,5 6,6
WELLINGTON 7 6 6 6 6,5 6,3
JUNINHO 7,5 6,5 7 6,5 6,5 6,8
ÉMERSON 6,5 6 6 6 6 6,1
ALESSANDRO 7,5 7 7 6,5 6 6,8
L. GUERREIRO 9 7 6 8 9 7,8
FAHEL 7,5 6 7 6,5 6 6,6
MAICOSUEL 7,5 7 9 8 7,5 7,8
THIAGUINHO 7 6 6 7 5,5 6,3
LUCAS SILVA 7 6 7 6,5 5 6,3
REINALDO 8 7,5 8 9 7 7,9
LÉO SILVA 7 6,5 6 7,5 6,5 6,7
WELLINGTON JR 0 1,5 1 4 S/N S/N
JEAN CARIOCA 7,5 6,5 7 6,5 6,5 6,8


O DONO DA BOLA

Em sua sétima participação no campeonato, pela primeira vez Reinaldo saiu de campo com a maior média (7,9) da equipe. Um gol marcado, alguns desperdiçados, muita movimentação e luta. Parece atravessar um momento de ascensão, com um melhor preparo físico e entrosamento com os companheiros, principalmente Maicosuel.

 

MENÇÃO HONROSA

Maicosuel vem sempre figurando entre os melhores de cada partida. Não foi diferente na final, quando fechou com média 7,8. A mesma nota de Leandro Guerreiro, que cresceu a partir da semi e provou, na partida contra o Resende, que seu habitat natural é mesmo na meia-cancha .

 

O INCOMPREENDIDO”
Ele deveria figurar na galeria do “Dá-lhe bola!”. Recebeu um sonoro zero do “O “Dia” e uma nota 1 do Jornal do Brasil.  Mas ficou na lista dos incompreendidos porque, de fato, ninguém compreendeu afinal o que Wellington Júnior foi fazer de útil nos poucos minutos em que esteve no gramado. Dois cartões amarelos e, por consequencia, o vermelho. Uma tarde para tirar lições. Não só ele, mas também o técnico.

*****

 

Victor Simões não atuou, mas pelos critérios adotados, conserva a primeira posição no ranking Infogol! do campeonato, com 7.03, em cinco participações. Reinaldo(6,74)  e Maicosuel (6,64) guardaram suas posições, mas vêm subindo na pontuação rodada a rodada e se aproximam da média do líder. Na sequência estão Fahel (6,40), Renan (6,38) e Leandro Guerreiro (6,34).

Escrito por Edson.T em: Sem categoria |
mar
02
2009
0

Dois (ou mais) toques. Botafogo 3 x 0 Resende. É Campeão!

 

Leandro: mais do que ninguém, o Guerreiro mereceu erguer essa Taça.

* Botafogo, Campeão! E qualquer análise fica comprometida após ver o time levantar a Taça Guanabara, em uma tarde na qual a torcida alvinegra brilhou tal qual a Estrela Solitária. O Maracanã foi pintado de preto-e-branco. Não é a casa oficial, mas é, inegavelmente, a cara do Glorioso.

* O Botafogo entrou como favorito e como favorito jogou durante os noventa minutos. Poderia ter feito uma dezena de gols. E só não o fez porque todo mundo queria marcar um, depois de constatada a fragilidade do adversário. O Resende entrou como azarão, e nem como azarão soube jogar. Não havia elenco para tanto e foi muito mais longe do que poderia ir no primeiro turno.

* A abertura do placar até tardou a acontecer. Muito embora o domínio alvinegro fosse absoluto, foi somente por meio de um bate-rebate na área do Resende que Reinaldo conseguiu chutar para as redes. Já não era nem questão de justiça. Era só a confirmação de algo inevitável.

* E como correu o tal de Reinaldo. Contra o Fluminense , pela semifinal, parecia esgotado na metade do segundo tempo. Mas ontem voou. Poderia ter feito pelo menos uns quatro ou cinco gols. Errou algumas finalizações e não foi servido adequadamente em outros momentos. Não é tudo aquilo que dizem. Mas ninguém mais se lembra de Wellington Paulista ou Jorge Henrique…

* Para azar de todo o time, Maicosuel  não marcou logo o gol que tanto quis. E enquanto não fez o seu, julgou-se dono exclusivo da bola. Foi perdoado porque o jogo foi um passeio. Mas quando o “buraco for mais embaixo” sua atuação terá que ser mais coletiva. É hábil, veloz e técnico. Esse sabe que trivela não é só um nome de revista. Será candidato a craque na hora em que entender que ao seu lado outros dez podem jogar também.

* Leandro, Guerreiro. Gigante. Uma tarde memorável, independente do adversário do outro lado.

* E o Lucas Silva, hein? Já ia saindo despercebido, pele enésima vez, quando acabou fazendo o seu primeiro gol com a camisa alvinegra. E, convenhamos, não foi um gol de zé ninguém. Limpou o goleiro com a esquerda e bateu de direita. Não se redimiu das atuações anteriores, é bem verdade. Mas, pelo menos, começou a pagar ao Ney Franco pela confiança, ainda que, aparentemente, o fará em suaves prestações.

* No lugar do Lucas, entrou o outro Silva, o Léo. E não é que o também xodó de Ney Franco sabe chutar de fora da área? Provocou o lance do quarto gol, mandando uma sapatada da entrada da área que o goleiro rebateu. No finalzinho, cobrou uma falta na qual Cléber quase perdeu seus dedos, mas conseguiu desviar a bola para o travessão. Juninho ficou com inveja.

* A propósito de Juninho… foi o protagonista do único lance de perigo do Resende. A forma como ele deixou o Bruno Meneghel cabecear poderia ser considerada ridícula, não fosse preocupante. Não adianta, o capitão só pode mesmo atuar na sobra. Deixá-lo mano-a-mano com quem quer que seja, por baixo ou por cima, é de uma temeridade que beira a irresponsabilidade. Além disso, seu velho trunfo - o das bolas paradas de longa distância - parece que não voltou de São Paulo consigo.

* No jogo contra o Flamengo, comentei que Wellington Júnior devia ter sido emprestado para a Cabofriense. Na final, conseguiu os holofotes para si. Mas não foi pela bola, não. Dois cartões amarelos em seis minutos de participação? É… a base está precisando de mais base mesmo…

*  Como adversário do Botafogo, o Resende não passou de um ótimo algoz do Flamengo. O dito experiente Márcio Costa passou o jogo dando tapinhas  nas costas de Reinaldo, até mesmo depois do primeiro gol. Roy não gostou e o substituiu por Beto, que acabou empurrando o goleiro para  Maicosuel poder fazer um. O mesmo Roy, no início do segundo tempo, mostrou sua faceta kamikaze: postou o time com três atacantes e mais um astro de showbol. Com a cratera que se abriu no meio, não deu sequer para o alvinegro jogar no contra-ataque. Continuou o tempo todo na frente e contra o seu ataque pesou apenas o individualismo exarcebado.

* Botafogo na final do campeonato pelo quarto ano consecutivo. Com Ney Franco e seu estilo Ipatinga de ser. Tomara o empenho continue o mesmo para levar também a Taça Rio. Perder-se-ia a renda das partidas finais. Mas o coração botafoguense agradeceria imensamente. Fred vem aí? Temos Victor Simões!

*’É campeão! Vice? É o Cuca…

Escrito por Edson.T em: Sem categoria |
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    1989_06_21_botafogo_vs_flamengo_g1.jpg Botafogo 2x2 Fluminense - Clique para ampliar

 

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