jan
31
2009
1

O desfibrilador alvinegro

E aí, Reinaldo? Subindo ou descendo?

De alguns anos para cá desembarcaram em General Severiano jogadores cujas carreiras estavam a caminho da UTI. Jogadores que depois de envergarem a camisa do Botafogo foram dar o ar da sua graça em outros gramados. Ressuscitados, valorizados e, por vezes, muito mal-agradecidos.

Foi assim com Dodô, que saiu do banco de reservas do Goiás para ser o artilheiro do Campeonato Carioca em 2006, aos 32 anos. Foi assim com Lúcio Flávio, que atuou despercebido por Internacional, Coritiba, Atlético-MG e  São Caetano até ganhar a braçadeira de capitão do Glorioso. Foi assim com Jorge Henrique, que defendeu o Atlético-PR, o Náutico, e ajudou a rebaixar o Santa Cruz em 2006, para depois ganhar a fama de perigoso atacante do Botafogo e passar a ser cortejado por clubes japoneses e nacionais.  Foi assim com Zé Roberto, que de jogador-problema do Vitória, e da noite soteropolitana, renasceu no alvinegro e acabou negociado com o futebol alemão.

Isso sem falar em carreiras obscuras que simplesmente passaram a existir para o  mundo a partir do Botafogo.  Apenas olhando para um passado recente, é fácil enquadrar neste parágrafo os casos de Schwenk, Jonílson, Joílson, André Lima, Diguinho e do próprio Juninho, hoje de volta - quem se lembrar de outros, me fale, certamente haverão muitos.

Não sei se é justo especular que Reinaldo, perto dos 30 anos, chega ao Botafogo já no ocaso de sua trajetória. Se tem lenha para queimar ou se está descendo a ladeira.

Festejado como a maior contratação da nova diretoria para a temporada, o atacante é a maior esperança de gols da torcida alvinegra. Mesmo sem atuar, contundido, viu sua responsabilidade aumentar depois de duas rodadas. Victor Simões e Diego jogaram menos do que acham que Reinaldo tem a obrigação de jogar.

Alguns posts atrás, apontei que a temporada 2008 de Reinaldo foi bastante insípida: 2 (dois!, sendo um de pênalti) gols pelo JEF United Uchihara Chiba, na liga japonesa. Alguém leu ou viu essa informação em algum veículo de comunicação desde o dia em que o atacante foi apresentado? Eu não vi. E, não conseguindo, fiquei a assistir a crescente expectativa que se criou em torno do atleta.

Neste domingo, contra o Mesquita, deve começar a ser escrita a história do ex-flamenguista com a camisa do Botafogo, e as dúvidas começarão a ser diluídas.

Tomara que não seja mais um caso para o desfibrilador alvinegro.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria | Tags:,
jan
30
2009
2

Notas do Engenhão - 2ª Rodada

Segunda rodada das notas compiladas referentes à participação individual dos jogadores botafoguenses, tomando por base as pontuações atribuídas por quatro jornais que cobrem o Campeonato Carioca e ainda as avaliações individuais cravadas pelo Rodrigo Federman, do blog Cantinho Botafoguense.

JOGADOR O DIA LANCE JB JSports BLOG MÉDIA
RENAN 7 8 7 7 7,5 7,3
EMERSON 6 5,5 6 5 5,5 5,6
L.GUERREIRO 7 6,5 6 5,5 6 6,2
JUNINHO 7 6 7 6 6 6,4
ALESSANDRO 7 5,5 7 6 6 6,3
LÉO SILVA 7 7 6 5 5 6,0
LUCAS SILVA 5 5 5 4,5 4,5 4,8
MAICOSUEL 5 5 7 5,5 5 5,5
EDUARDO 6 6,5 6 5,5 5 5,8
DIEGO 7 5,5 5 5 4,5 5,4
VICTOR SIMÕES 8 8 7 6,5 6 7,1
LAIO N/A 4,5 5 N/A 6 N/A
TÚLIO SOUZA 5 4,5 5 N/A 5 N/A
BATISTA 6 6,5 6 5,5 6 6,0

O DONO DA BOLA

Renan foi mesmo o dono da bola… espalmada. Salvou o time de um vexatório empate no primeiro jogo em casa e fechou com uma média de 7,3. Ter no goleiro o melhor jogador em campo, quando do outro lado está o ataque do Macaé, é a demonstração cabal do quão irregular foi a atuação do resto do time.

 

 

MENÇÃO HONROSA

Vai para o atacante Victor Simões. Nada como marcar o gol da vitória, não é? Em um jogo morno, acaba sendo o personagem principal de todas as fotos, vai para o Jornal Nacional e fica registrado na retina dos analistas (Média de 7,1).

 

DÁ-LHE BOLA

Na rodada anterior, Lucas Silva dividiu opiniões e terminou como “O Incompreendido”. Desta feita, todos o compreenderam e lhe deram, de forma unânime, a menor nota (Média de 4,8) dentre todos os alvinegros.

 

“O INCOMPREENDIDO”

O “O Dia” enalteceu a cabeçada na qual Diego acertou a bola na trave e lhe conferiu nota 7. Não convenceu, todavia, o blog Cantinho Botafoguense. “Joga logo, Reinaldo!”, pede (implora!) o Rodrigo Federman, antes de bater o martelo no 4,5. (Média de 5,4).

 

 

Acumulando-se os resultados das duas primeiras rodadas, RENAN lidera o ranking do Infogol!,  com a melhor média das médias. Na primeira rodada foram consideradas quatro avaliações e na segunda, cinco (O Dia, Lance!, Jornal do Brasil, blog Cantinho Botafoguense e Jornal dos Sports, este último somente a partir do jogo contra o Macaé).

(*) Atualizado o critério de rankeamento, para considerar a média aritmética das médias de cada jogo, eis que o número de notas não foi o mesmo em ambas as partidas.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria | Tags:,
jan
29
2009
1

Dois (ou mais) toques. Botafogo 1 x 0 Macaé

 * De novo um campo pesado. Mas o adversário era menos resistente. Se mesmo assim incomodou é porque o Botafogo jogou menos que em Saquarema.

* Alessandro afunila da direita para o meio. Eduardo faz o mesmo a partir da ala esquerda. Não foram poucas as vezes em que ambos estavam próximos à meia-lua da grande área adversária. É inoperante, mas também inofensivo. E continuará inofensivo até pegar pela frente Leonardo Moura e Juan, na última rodada da Taça Guanabara.

* Impressiona a capacidade de Túlio Souza de receber cartões amarelos poucos minutos depois de entrar em campo. E estarrece que ninguém analise o “scout” e adote uma providência em relação a isso. Na final do Carioca de 2008 tomou um amarelo no primeiro minuto do primeiro jogo da final, contra o Flamengo. Durante o Brasileirão, jogou em apenas sete partidas, mas recebeu 3 cartões amarelos e um vermelho. Hoje, entrou no início do segundo tempo, e minutos depois já recebia a advertência.

* A conferir:  Renan deverá ser eleito o melhor em campo. Salvou o Botafogo em quatro oportunidades claras de gol do Macaé. Claro… quando o goleiro é destaque em uma partida contra o Macaé o resto do time só pode ser visto com muita preocupação.

* Diego: comprovou que é limitado tecnicamente. Quando, e se, houverem outras opções sua briga será por um lugar no banco de suplentes.

* Maicosuel: marcado no primeiro tempo, na segunda etapa descobriu um espaço na intermediária esquerda do ataque para ali trocar passes curtos (o mesmo pedaço de grama que Ronaldinho Gaúcho ganhou na Seleção Olímpica e que tenta alugar no Milan). Ainda é  pouco para aquele que quer ser tratado como Mago.

* Léo Silva: uma assistência aos seis minutos e uma substituição tática. Vieram Túlio Souza e Batista, este mais avançado e com um pouco mais de intimidade com a bola. Mas é preciso aguardar Fahel ter sua oportunidade para saber quem é que será o volante no resto do Carioca.

* Alessandro:   para que os demais brinquem vai ser preciso comprar uma bola só para ele. Durante as férias alguém lhe disse que seu chute de fora da área é mortal. E ele acreditou.

* Victor Simões: guardou o seu antes do Macaé perceber que a partida havia começado. E sumiu. Quando apareceu, na segunda etapa, foi abusando dos toques de calcanhar. Incógnita. É preciso aguardar a estreia de Reinaldo, pois em duas partidas sequer é possível saber se VS será o homem de referência na área, se vai sair da área ou se vai trabalhar como pivô para aproveitar o estilo “lutador de vale-tudo”. Aliás, ainda é preciso saber se Laio não vai acabar roubando um lugarzinho no time titular.

* Lucas Silva: uma finalização absurda e uma participação discretíssima. Em duas partidas, decepcionante.

* Noite positiva para as pretensões alvinegras no campeonato. E, dos quatro considerados grandes, o Botafogo é o único que fez seis pontos licitamente.

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jan
29
2009
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Para fazer o dever de casa

23/03/2008 - Botafogo 7 x 0 Macaé

Botafogo e Macaé, de novo no Engenhão. No ano passado (março/2008) o placar foi de 7 a 0. Wellington Paulista guardou quatro bolas na rede (clique no infográfico para ampliá-lo), e deliciava-se com a alcunha de Wellingol. A festa foi tão animada que até Fábio - “o artilheiro que não marcava”, na definição perfeita do blog Fogo Eterno - deixou o seu. Lúcio Flávio e Triguinho completaram o marcador.

Os tempos são outros. Todos os “goleadores” daquela tarde foram embora. Dos 18 jogadores relacionados para aquela partida - pela então quinta rodada da Taça Rio - apenas Castillo, Alessandro, Eduardo e Túlio Souza permanecem no elenco alvinegro, sendo que o primeiro continua no estaleiro.

Victor Simões, Léo Silva, Diego e, principalmente, Maicosuel mais uma vez terão a oportunidade de mostrar a que vieram.

“O adversário merece respeito”, “o adversário se preparou por mais tempo”, “nosso elenco foi todo reformulado”.  Para a torcida nenhum argumento será válido se o resultado não for o da vitória. E para a lógica, também não.

Quem tem a pretensão de faturar a Taça Guanabara e assegurar seu lugar na final do Campeonato não pode deixar de somar três pontos contra o Macaé.

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jan
27
2009
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Criaram o Mago. Mas ainda falta
aparecer a magia.

Maicosuel. Por enquanto, Magosuel.

Um jogo, dois gols e dois apelidos. O melhor em campo para dez entre dez comentaristas.

De incógnita até o sábado passado, Maicosuel iniciou a semana sendo tratado como “monstro” pelo presidente Maurício Assumpção e “Magosuel”, um apelido criado pelo diário Lance! e que faz alusão a um ex-companheiro do meia em sua passagem pelo Palmeiras. “Magosuel me lembra o Valdívia. É um bom apelido!”, assumiu o jogador, em entrevista dada no apart-hotel onde mora, em Ipanema. Se não foi inocente, foi incauto.

É cedo para esse oba-oba. Houvesse um marrento Romário no time, e ele diria que Maicosuel acabou de subir no ônibus e já quer se sentar na janela.  Ou querem que ele se sente (e se sinta…). Eis que o trono de ídolo alvinegro está vazio e sem, aparentemente, ninguém na disputa ainda - ou em condições técnicas - para ocupá-lo.

Na minha opinião é muita responsabilidade para o garoto de 22 anos, que nas duas últimas temporadas não passou de apagado figurante nas trupes do Cruzeiro e do Palmeiras. Faltou alguém para orientá-lo, para que driblasse uma entrevista como a que deu ao Lance!. Ou, pior ainda, há alguém lhe dando orientações que podem levá-lo ao ridículo antes mesmo de finda a Taça Guanabara. Afinal ele fez uma única partida, e - que me perdoem os torcedores de Saquarema - contra o Boavista!

No início do campeonato de 2008, liderados pelo “maestro” Lúcio Flávio, estreavam no Engenhão contra o Resende (vitória por 2 a 0)  a “bomba do pé direito” de Zé Carlos - que fez um gol de falta - e o “matador” Wellington Paulista, dias depois Wellington ”Paulisteroy”!  O resto da temporada todos sabem como (não) foi…

Assim… menos, Maicosuel, menos. E mais atenção com as cascas de banana que vão aparecendo pelo caminho.

Há muito campeonato pela frente. E que venha a sua magia!

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jan
27
2009
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“O quarto árbitro me perguntou o que é que a TV mostrou”.

O assistente Jackson Lourenço Massarra dos Santos invade o campo para intimar o árbitro a anular o gol. Cadê o Juninho, seu Rabello?

E continua repercutindo e dando margem a teorias, explicações e discussões das mais diversas o “gol” do Alesssandro contra o Boavista , no sábado. Que fique claro: o Infogol! não defende a marcaçao de um gol inexistente. Mas o fato inconteste é que a televisão - mais precisamente a entrosada equipe do Premiere Futebol Clube - exerceu papel fundamental na solução do imbróglio, induzindo a arbitragem a tomar uma decisão que contraria o que diz o órgão máximo do futebol mundial, a FIFA. E isso ainda vai dar muito falatório.

Dentre as explicações, o lateral do Botafogo diz que cabeceou de olhos fechados e, portanto, não viu a bola passando pela rede, fora da baliza.  Que Alessandro cabeceia de olhos fechados não é de se causar estranheza. Mas revendo a imagem com atenção dá para perceber claramente que quando a bola segue pela rede lateral ele já aterrissou do salto que deu e parece acompanhar a trajetória da pelota. Duvido que não tenha visto. Mas isso é o de menor importância, convenhamos…

Melhor fez o árbitro Marcelo de Souza Pinto, na segunda-feira. Em reunião da Comissão de Arbitragem, teria argumentado - de acordo com o seu chefe, Jorge Rabello - que decidiu anular o lance em função de uma ameaça do capitão alvinegro Juninho.  O árbitro quer que acreditem que só percebeu a irregularidade quando ouviu do zagueiro algo como “mesmo que tenha sido fora, você já deu o gol e não pode voltar atrás”. É mole? Simplesmente quis responsabilizar o jogador pela decisão que tomou de anular o tento que havia dado! Juninho, um inocente ou um delator?

No programa “Bem Amigos”, do SporTV, Arnaldo Cesar Coelho, por sua vez,  afirmou ter ouvido de uma fonte segura que alguém teria descido das cabines de rádio e TV e informado ao quarto árbitro Estevão Cunha Trindade sobre a irregularidade.

Boas explicações.

Mas as imagens e o aúdio do jogo trasmitido pelo Premiere Futebol Clube, canal pay-per-view, contam outra história.

Quando Alessandro correu para a comemoração e o juiz para o meio de campo, o locutor João Guilherme ainda gritava gol e o comentarista Raul Quadros já o interrompia para dizer que a bola entrara pelo lado de fora. “O Jackson Lourenço (o auxiliar) levantou a bandeira e está chamando o árbitro”, alertava Quadros. Começava o bafafá.

O juiz foi ao encontro do bandeira ouvir a sua versão. De fato, o assistente estava na intermediária, havia interrompido a corrida em direção à linha de centro. A essa altura, o locutor e, principalmente, o comentarista, já estavam indignados com o gol dado. “Ele não pode dar esse gol”, repetia Quadros. “O pessoal (jogadores do Boavista) está pedindo para olhar a televisão”, dizia o repórter Max Andrade, próximo ao local onde dialogavam o juiz e o bandeira. “Dá uma olhadinha (na televisão)”, ouvia-se ao fundo, provavelmente a voz de algum jogador do time da casa.

Marcelo de Souza Pinto foi olhar as redes, não viu furo algum e confirmou gol. A chiadeira continuava. “Isto é um absurdo”, bradava mais de uma vez o comentarista do PFC. Jackson Lourenço chama novamente o juiz para a lateral. Ele vai, mas mantem a decisão e decide reiniciar a partida, enquanto Thiaguinho entra no lugar de Eduardo.

Nisso, o assistente e o quarto árbitro chamam pela terceira vez o juiz. É quando surge novamente o repórter. “O QUARTO ÁRBITRO ME PERGUNTOU O QUE É QUE A TELEVISÃO MOSTROU. FALEI PRA ELE QUE TINHA MOSTRADO QUE FOI POR FORA”, entregou Max Andrade. O árbitro se aproxima pela terceira vez da linha lateral.  Jackson Lourenço e Estevão Trindade estão a confabular. Juiz e bandeira conversam mais uma vez. De novo, gol confirmado!

A bola está no centro e o Boavista vai dar o reinício da peleja. Juninho sequer está próximo do árbitro, pois voltara para compor a zaga. Antes de soar o apito, o auxiliar Lourenço, inconformado, literalmente invade o campo e corre - corre mesmo - em direçao a Souza Pinto. Pela quarta vez (!) vão conversar fora de campo. Juninho não se aproxima da dupla. O bandeirinha chega a gesticular e sinaliza em direção a algum local do campo. O árbitro, então,  aponta em direção à meta do Boavista e, depois de sete minutos de paralisação, anula finalmente o gol que havia dado.

Ora, se o quarto árbitro Estevão Trindade perguntou a um repórter qual era a imagem da televisão, não resta a menor dúvida que a informação dada foi determinante para a decisão final. Principalmente pela reação que teve Jackson Lourenço, que conversou com Trindade e passou a ter convicção acerca do erro. E, como já foi amplamente divulgado desde o sábado, a FIFA não permite esse tipo de ingerência televisiva em uma partida de futebol.

Se alguém ainda tem dúvidas, que requisite cópia das imagens ao PFC, ou assista à reprise do jogo, que normalmente é transmitido por algum dos canais. Jorge Rabello? Que convide o Max Andrade para dar o seu testemunho sobre a tarde em Bacaxá…o aúdio está gravado…

E que fique a lição aos dirigentes do Botafogo durante o Campeonato Carioca: orientem os  jogadores a interromperem a partida diante de um lance duvidoso. Que sentem na bola, ameacem entrar em greve de fome, rasguem o uniforme ou o que mais estiver ao alcance. É preciso dar tempo para que alguém da TV possa informar ao quarto árbitro qual a verdade vista na telinha.

Abriram a porteira? Pois agora aguentem a boiada passar…

Escrito por Edson.T em: Sem categoria | Tags:,
jan
25
2009
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Notas de Bacaxá

Dia seguinte ao do jogo, Infogol!  faz uma comparação das avaliações que os jornais fizeram sobre cada um dos jogadores botafoguenses na vitória sobre o Boavista.  E, de quebra, agrega ainda a visão do blogueiro Rodrigo Federman, do Cantinho Botafoguense.

JOGADOR O DIA LANCE JB BLOG MÉDIA
RENAN 6 6 6 6,5 6,125
EMERSON 6,5 5,5 5 5 5,5
L.GUERREIRO 7 6,5 6 6,5 6,5
JUNINHO 6,5 5,5 5 6 5,75
ALESSANDRO 7 6 5 5 5,75
LÉO SILVA 6,5 5 4 5 5,125
LUCAS SILVA 6,5 6 4 5 5,375
MAICOSUEL 9 7,5 7 6,5 7,5
EDUARDO 6 5 4 6 5,25
DIEGO 6,5 6 4 5,5 5,5
VICTOR SIMÕES 6 5,5 5 6 5,625
LAIO N/A N/A N/A N/A N/A
TÚLIO SOUZA 6 4 S/N N/A N/A
THIAGUINHO 5 5,5 6 5,5 5,5

O DONO DA BOLA

Maicosuel foi o nome do jogo, com uma avaliação média de 7,5.
Unanimidade, perto dos demais sobrou, na visão dos analistas. 

 

 

MENÇÃO HONROSA

Depois de Maicosuel, os destaques do alvinegro foram 
o volante Leandro Guerreiro (média de 6,5) e o goleiro Renan (6,125).

 

 

DÁ-LHE, BOLA!

O estreante Léo Silva (5,125)  e o novo-velho Eduardo (5,25).

 

 

 

O INCOMPREENDIDO

Lucas Silva. Para o “O Dia”, o meia “seguiu as orientações de Ney para não dar espaço aos adversários” (nota 6,5). “Eficiente nos passes e bom posicionamento no meio”, analisou o “Lance” (nota 6). “Pouco apareceu”, concluiu o Jornal do Brasil (nota 4). “…80 minutos em campo e o uniforme saiu limpinho”, concordou com o JB o Cantinho Botafoguense, antes de assinalar uma nota 5.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria | Tags:
jan
24
2009
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Dois (ou mais) toques - Boavista 1 x 2 Botafogo

O "gol" que o juiz viu, o Alessandro comemorou e o repórter anulou.

* Foi gol de Alessandro? Claro que foi… ao menos para o árbitro Marcelo de Souza Pinto. Se fosse confirmado teria sido justo? Não. Mas então fica combinado daqui em diante: lances capitais com o mínimo de dúvida - sejam impedimentos ou redes furadas - devem paralisar o jogo imediatamente. Para dar tempo do repórter da TV decidir ou não pela sua validade.
* Lucas Silva? Discreto. Ficou devendo. Tem a desculpa do campo pesado. Embora tenha jogado no mesmo gramado que Maicosuel.
* Victor Simões? Na primeira partida mostrou porque só conseguiu um gol na liga da Coréia do Sul. Mas tem a desculpa do campo pesado…
* Eduardo. Não sei se tem a desculpa do campo pesado para justificar um pedido de substituição prematura. Mas será elogiado pelos avanços ousados até que abra uma avenida para um contra-ataque mortal.
* Maicosuel? Caso não suba na caixinha de fósforo pode ser a grande alegria botafoguense em 2009.
* Diego mostrou que será um reserva melhor do que foram Fábio e Alecssandro. Juntos.
* Bolas aéreas alçadas na defesa? É a volta do “Deus-nos-acuda”. E para aumentar o sofrimento alvinegro na temporada, parece que Deus vai ter que acudir o rebote também…
* O lance da rede furada ocorreu aos 5:37 do segundo tempo. O jogo foi reiniciado aos 12:51. Ou seja, 7:14 de paralisação. E o árbitro deu seis minutos de acréscimo! O suficiente para o gol da vitória. E mais que suficiente para atestar o seu nível de atordoamento depois da lambança do gol que não foi gol.
* Bom mesmo é começar o campeonato com três pontos,  fora de casa,  no campo pesado,  árbitro atabalhoado, time desentrosado. E o comentarista do PFC torcendo para a partida acabar no empate!

Escrito por Edson.T em: Sem categoria | Tags:, ,
jan
23
2009
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Um Botafogo e Flamengo de craques

Luiz Pimentel, Roberto Assaf e Rafael Casé: show de bola na Livraria da Travessa.

Foi como assistir a um partida de dentro do gramado. E só tinha craque das antigas. Em ambos os lados, e no apito.

Na última quinta-feira (22), a LivrosdeFutebol.com, do Cesar Oliveira,  e a Mauad X promoveram um belo debate na Livraria da Travessa, do Shopping Leblon. Um fantástico bate-bola que reuniu (o botafoguense) Rafael Casé, autor da biografia de Quarentinha, (o flamenguista) Luiz Pimentel, que escreveu “Flamengo desde menino” e, como mediador, Roberto Assaf , de extensa folha de serviços prestados ao jornalismo esportivo e que,  recentemente,  lançou a “História Completa do Brasileirão”.

Em duas horas de bola rolando, histórias críveis e incríveis. Análises e opiniões de quem conhece. Da Copa de 50 à final de 98. Do mercado da bola e dos novos-meninos-ricos. Dos jornalistas-torcedores e das transformações do futebol nos últimos cinquenta anos.

Para quem, como eu, admirava à distância o Roberto Assaf das crônicas no Lance! e dos comentários no SporTV, uma descoberta: ele é ainda melhor pessoalmente. É craque mesmo. Memória privilegiada, visão do jogo, técnica refinada e maestria no trato com a palavra. Afora casos-e-causos sensacionais.

Só teve gol de placa.

jan
21
2009
1

O maestro da Vila? Sou cético.

Lúcio Flávio. Segundo o técnico santista, 'sera o cérebro da equipe' na temporada.

Estava lendo um artigo do PC Vasconcelos, em seu blog, no qual ele enaltece os meias Douglas, do Corinthians, e Lúcio Flávio, agora no Santos. “São dois cabras que tenho gosto em ver atuando”, afirma o Chefe de Redação do SporTV. E recomenda: acompanhem a temporada de ambos. “Tenho certeza que dará gosto de vê-los”.

Não resisti, e deixei lá o meu comentário.

Lúcio Flávio tem futebol - ou, ao menos, lampejos - para jogar em qualquer clube brasileiro de ponta, no Brasil. Mas é fato que sempre se escondeu nas decisões e, por conta disso, o Botafogo ficou com a fama de morrer na praia nos últimos anos. As finais dos Cariocas de 2007 e 2008 - mesmo com ele marcando na última partida contra o Flamengo -, além da semifinal da Copa do Brasil, contra o Corinthians, só evidenciaram quão grande é a apatia do jogador na hora da verdade.

Na partida contra o Timão, no Engenhão, em dado momento do jogo comecei a acompanhar a movimentação do meia, depois do Corinthians abrir o placar. Túlio fazia uma partida horrível - ele mesmo admitiu isso no intervalo - e Lúcio Flávio parecia fugir da bola, sempre se posicionando em espaços onde ela não poderia alcançá-lo. Talvez estivesse bem marcado. Talvez estivesse comprovando sua vocação para o amarelo.  O Botafogo até venceu a partida. Mas a performance de LF se repetiu no Morumbi, e adeus Copa do Brasil.

Alguns diziam que era o “maestro”. Agora o PC sugere um acompanhamento ao longo do ano que se inicia. Farei-o. Mas duvido que Lúcio Flávio irá reger qualquer orquestra na Vila Belmiro.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria | Tags:,
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    1989_06_21_botafogo_vs_flamengo_g1.jpg Botafogo 2x2 Fluminense - Clique para ampliar

 

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