Amigos, amigos. (Bons) negócios à parte…
Enquanto os paulistas vão se fartando no banquete das contratações para a temporada 2009, o Botafogo está ali, quase que saindo pela porta dos fundos do mercado da bola. Se serve de consolo para algum botafoguense, os demais clubes do Rio também já deixaram a sala de jantar principal. Juntos, parece que vão esquentar a sobra ali na cozinha mesmo.
Depois do time ter ficado longe da Libertadores - e o clube perto do SPC -, no final do campeonato brasileiro, a direção do Botafogo promete uma equipe competitiva, dentro de um orçamento enxuto. E assegura salários em dia.
Como o cobertor é curto, resta recorrer a uma prática usual em tempos bicudos: bater à porta dos amigos. Uma xícara de açúcar aqui, um restinho de café em pó acolá, e daqui a pouco está garantido o lanche da tarde.
Ney Franco possui laços de amizade com dirigentes do Cruzeiro? Ótimo! Por conta disso é que está para conseguir um pacotão de quatro - com jeito de cesta básica -, que contém o atacante Weldon e mais três jogadores que mal frequentaram o banco de reservas azul, no campeonato brasileiro. Não, entre os três outros nenhum se chama Guilherme, ou Wagner, tampouco Thiago Ribeiro.
Montenegro é amigo de Mário Petraglia, do Atlético Paranaense? Sim! E, no meio da troca de amabilidades, vão resolvendo a liberação do volante David, que já andou pelas Laranjeiras.
Por conta da amizade pessoal que tem com o futuro vice de futebol do Botafogo, André Silva, o zagueiro e ex-capitão Juninho pode estar aprontando as malas para retornar a General Severiano, após uma temporada apagadíssima no São Paulo.
E eu que pensava que essa história de time formado por amizade era coisa de pelada de ex-jogadores em final de temporada. Ou jogo beneficente. Para arrecadar alimentos cumpre os objetivos. Já para disputar o campeonato carioca… bem…
Na carestia alvinegra, os amigos resolveram estender as mãos. Mas, por enquanto, só os da onça…


