jul
26
2010
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Finalmente, a Seleção

Em 11 de maio, dia em que Dunga convocou os jogadores que iriam representar o Brasil na, hoje, “inesquecível” Copa do Mundo da África do Sul, postei aqui no Infogol! minha opinião sobre os goleiros relacionados. Parecia uma postagem meramente clubística a citação de Jéfferson como o melhor da posição, dentre aqueles que atuam no País (”Este, sim, é Seleção“).

Passados dois meses e meio, eis que Mano Menezes enxergou de imediato aquilo que todos os botafoguenses já sabiam: Jéfferson merece um lugar no escrete canarinho. O melhor jogador do Campeonato Carioca de 2010 é o único convocado que atua em um time do Rio de Janeiro para o amistoso contra os Estados Unidos e resgata, por mérito e com louvor, a histórica e  indissolúvel ligação entre o alvi-negro e a Seleção.

Depois daquele instantâneo capturado pelo fotógrafo da Associated Press, com um Júlio Cesar de olhos fechados tentando socar a bola alçada, no primeiro gol da Holanda, nas quartas-de-final da Copa, muitos passaram a questionar se tínhamos mesmo o festejado melhor goleiro do mundo defendendo a baliza nacional. A partir de agora, outros tantos poderão conhecer um pouco melhor o melhor do Brasil na posição.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria |
jun
28
2010
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O Bruxa chutava demais

Observando as informações fornecidas pelo Google Analytics, percebo que muitos internautas chegam até o Infogol buscando algo sobre Marinho Chagas. É um dos argumentos de pesquisa mais usados por nossos visitantes. Apenas neste ano foram perto de 100 pesquisas, vindas de todas as regiões do Brasil e também da Itália e de Portugal. Nada mal para um jogador que encerrou a carreira há quase 22 anos.

Marinho Chagas foi meu ídolo de infância e me fez botafoguense, já contei isso em um post anterior. Recentemente, renovei a certeza de que, mesmo criança, não fiz a opção errada.  Em uma releitura de um especial da revista Placar sobre os 12 maiores times do Brasil, vi que muita gente boa votou no craque para a eleição do Botafogo de todos os tempos. E quase todos o fizeram deslocando ninguém menos que a Enciclopédia para uma outra posição, abrindo, assim, um lugarzinho para o “Bruxa”.

“Foi tão bom (o Marinho Chagas) que, para colocá-lo no time, mandei Nilton Santos para a zaga”, explicou Carlos Augusto Montenegro. “O primeiro ídolo que tive”, confessou Gustavo Póli, hoje editor do GloboEsporte.com. Para Stepan Nercessian, Marinho é “a cara do Botafogo”. “Apesar de maluco, nunca vi um lateral como ele indo ao ataque e com um chutaço”, lembrou o mestre Roberto Porto. “Nasceu no Rio Grande do Norte, era a Bomba do Nordeste. À frente do seu tempo”, analisou Sérgio Augusto, autor de Botafogo - Entre o céu e o inferno, uma das obras definitivas que contam a história alvi-negra.

Marinho jogou pelo Botafogo entre 1972 e 1976. Segundo o historiador Pedro Varanda, na mesma revista Placar, foram 183 jogos e 39 gols. Pela Seleção Brasileira, 27 partidas e 4 gols. Na última vez que marcou com a camisa canarinho, mandou duas tijoladas contra a Colômbia, pelas Eliminatórias para a Copa da Argentina de 1978. Uma goleada de 6 a 0, em março de 1977, no Maracanã. Foi o jogo de estreia de Cláudio Coutinho como técnico do Brasil - substituindo a Oswaldo Brandão - e também a primeira partida de Marinho já como atleta do Fluminense.

Dia desses eu encontrei os gols dessa partida - que na época assisti pela televisão - no YouTube. Para quem acha que Roberto Carlos é aquele que melhor bate na bola entre os laterais-esquerdos que já passaram pela Seleção, aí estão as imagens da TV Cultura, com narração de Luiz Noriega (pai do comentarista do SporTV, Maurício Noriega). Dispensam maiores comentários e não deixam espaço para comparações. Imaginem o que faria o “Bruxa” batendo em uma jabulani…

This video was embedded using the YouTuber plugin by Roy Tanck. Adobe Flash Player is required to view the video.

Escrito por Edson.T em: Sem categoria | Tags:, ,
jun
24
2010
1

A noite do 21. Mais um dia para a história.

Os campeões, 21 anos depois

Poderia ter sido apenas mais uma noite de autógrafos, entre tantas outras que são realizadas todos os dias em shoppings e livrarias do Rio de Janeiro.  Mas o lançamento de “21 depois de 21“, obra de Rafael Casé e Paulo Marcelo Sampaio, acabou se transformando em uma grande festa em homenagem aos jogadores da inesquecível conquista de 1989, exatos 21 anos depois.

Placa comemorativa, jogadores assediados, homenageados e com seus autógrafos disputados como se o título tão celebrado tivesse sido conquistado dias antes. Paulinho Criciúma, Vítor, Luisinho, Mazolinha, Marquinho, Jéferson, Ricardo Cruz, Gustavo, Carlos Alberto Santos, o técnico Valdir Espinosa. Mal conseguiam circular pelo salão e, tenho a certeza, nem em junho de 1989 foram tão fotografados como nessa noite. Executivos de terno e gravata, crianças que nem haviam nascido no dia daquela final e torcedores ilustres, como o jornalista Roberto Porto e o ator Stepan Nercessian, igualavam-se na tietagem e na reverência aos heróis alvi-negros.

Respeito à tradição e ao passado, aos seus ídolos e suas conquistas. Assim é o Botafogo que eu vi na sede de General Severiano.

Quem teve o prazer de viver essa noite, como eu, certamente confirmou a sensação de que é mesmo diferente, muito diferente, ser botafoguense.

Rafael Casé, este blogueiro e Paulo Marcelo Sampaio

Vitor, que discursou em nome dos jogadores, Rafael Casé e o presidente Maurício Assumpção

A taça que Mauro Galvão ergueu em 1989

Placa comemorativa em homenagem aos campeões.

jun
20
2010
0

21 depois de 21 - Chegou o dia

1989_06_21_botafogo_vs_flamengo_g1.jpg

Eu morava em Curitiba naquele 21 de junho. É possível até que os termômetros marcassem 12 graus naquela noite fria. É provável também que poucos vizinhos tenham entendido aquele grito de gol que veio de um apartamento térreo no bairro do Pinheirinho. Um gol esperado, sofrido, comemorado.

A voz era de Galvão Bueno, pela Globo. “Vem o Botafogo chegando. Olha o cruzamento… Maaaurício!… Goooooooooooooooooool”, soltou o narrador.

Doze minutos da segunda etapa e o sofrimento prosseguiu até o apito final. Botafogo, finalmente, campeão. E pela primeira vez, para mim, que nada sabia de coisa alguma quando o alvi-negro conquistara o título de 68.

Mal sabia eu que, passados quase 21 anos, eu estaria no mesmo Maracanã para ver o Fogão derrotar novamente o Flamengo e conquistar mais um Campeonato Carioca. E que, exatamente 21 anos depois, teria a oportunidade de participar da confecção do livro que vai contar a saga daquela inesquecível conquista invicta de 1989.

Nesta segunda-feira, 21 de junho, a partir das 19 horas, no Salão Nobre do Botafogo F.R., Rafael Casé, Paulo Marcelo Sampaio e a LivrosDeFutebol.com, do Cesar Oliveira, estarão lançando 21 depois de 21.

Casé me mandou um e-mail neste sábado confirmando a presença de vários jogadores que integraram aquela time. Paulinho Criciúma, Ricardo Cruz, Josimar, Wilson Gottardo, Marquinho, Carlos Alberto, Luisinho, Vítor, Jéferson, Gustavo, e Gabriel, além do técnico Valdir Espinosa e do auxiliar-técnico “Búfalo” Gil, estarão lá para abrilhantar a festa. Também está prevista a exibição, no telão, do documentário “Botafogo, uma constelação solitária”, do jornalista Anderson Victorino.

Uma grande noite em preto-e-branco!

jun
14
2010
0

21 depois de 21 - O homem do cruzamento redentor

Botafogo 2x2 Fluminense - Clique para ampliar

Para muita gente que acompanha o futebol, Vágner Aparecido Nunes, o Mazolinha, é apenas aquele que, tomado por um sentimento de coragem inusitada, talvez tenha sido o único jogador profissional - o primeiro, com certeza - que confessou em uma entrevista ter jogado sob o efeito do doping. A matéria da revista Placar, em 1987, rendeu ao seu autor, o jornalista Carlos Orletti, o Prêmio Esso de Informação Esportiva, um ano depois da publicação.

Para os botafoguenses, todavia, Mazolinha é muito, muitíssimo mais que uma matéria da Placar. Mazolinha é aquele que saiu do banco de reservas na final de 1989 para ser um dos protagonistas da jogada que encerrou o jejum de 21 anos.  O homem que cruzou uma das mais importantes bolas da história alvi-negra.

Durante muito tempo, acreditou-se que Mazolinha vestia a camisa 14 na final, que somada à camisa 7 de Maurício, totalizava o cabalístico 21. O atacante vestia, na verdade, a camisa 16. Só que era a sua vigésima primeira partida na competição. O mesmo número de jogos de Luisinho, que fez o lançamento para Mazolinha, e de Maurício, que recebeu o cruzamento. E, se não bastasse tamanha coincidência em torno daqueles que participaram do lance capital, Mazolinha entrou no lugar de Gustavo, que, adivinhem, atuou em quantas partidas naquele campeonato? Ora, 21, é claro!

Mazolinha marcou apenas um gol em todo o campeonato, o primeiro tento do empate de 2 a 2 contra o Fluminense, pela Taça Rio, em 21 de maio - tinha que ser nesse dia mesmo. Um cruzamento de Jéferson e um peixinho que deixou paralisado o  goleiro Ricardo Pinto. Foi de cabeça, porque o pé esquerdo já estava reservado para um lance ainda mais importante, um mês depois, no outro dia 21.

Faltam 7 dias para o lançamento de “21 depois de 21″. E sete, todos sabem, é o número da camisa do Maurício…

jun
10
2010
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21 depois de 21 - Vítor levanta a tampa do caixão

Flamengo 3 x 3 Botafogo - Clique para ampliar

Era o 03 de maio de 1989. Maurício fez o primeiro gol do clássico, mas o Flamengo vira e chega a abrir 3 a 1 no placar. Gonçalves - ainda rubro-negro - marcaria um belo gol contra de cobertura, diminuindo a vantagem. O Fogão rumava para sua primeira derrota no campeonato quando, aos 43 minutos do segundo tempo, Mauro Galvão descobre Vitor, que mata a bola no peito e invade a área, deixa um Zé Carlos sentado, outro Jorginho desorientado, e empurra para as redes. Era o 3 a 3 final.

A certeza da vitória era tanta que Zico não se conteve. “Ressuscitamos um morto”, desabafou, após o jogo. Um resultado fundamental para a conquista da Taça Rio e o direito de jogar a finalíssima contra o mesmo Flamengo, que havia conquistado a Taça Guanabara. O Botafogo de Vitor prosseguia, mais vivo e invicto do que nunca, para encerrar o jejum de 21 anos.

Dia 21 de junho tem o lançamento do “21 depois de 21″, de Rafael Casé e Paulo Marcelo Sampaio. Com vinte e um infogols. O aquecimento começa com a visita ao hotsite lançado pelo livrosdefutebol.com.

jun
08
2010
0
jun
07
2010
0

Botafogo (2) x Corinthians (2). A estratégia caranguejo nos tirou dois pontos.

Nos últimos anos o Botafogo ficou marcado pela sua inacreditável falta de autoconfiança. ”É assim o Botafogo: quando se espera que ele vá decidir, aí que ele não vai, é aí que ele, em vez de ir para frente, vai para trás”, sintetizou o Fernando Calazans, no “O Globo”, após a final do Carioca de 2009.

Neste domingo não foi diferente. Saiu atrás no placar contra o líder do campeonato, mas virou o jogo com competência e autoridade. E quando todos achavam que marcaria mais um e confirmaria sua tarde feliz, o que acontece? Recuo, mais recuo, escanteio no último minuto, gol de empate na prorrogação. De novo.

Convenhamos que, desta vez, o Botafogo não tem nada a ver com isso. O responsável pela pequenez da estratégia caranguejo dos últimos 15 minutos da partida tem nome e sobrenome: Joel Santana.

Porque o treinador acertou na escalação improvisada do 4-4-2, e acabou descobrindo que Lúcio Flávio e Renato Cajá podem jogar juntos nos dias em que ambos estejam a fim de jogo. Domingo foi um desses dias. E quando os dois poderiam ser letais no contra-ataque - como foram no gol da virada, junto com Marcelo Cordeiro - são sacados para a entrada de Bruno e Felipe Lima. Cansaço de ambos? Ainda que fosse, seriam mais eficientes na marcação, até pela quilometragem que possuem.

E não é a primeira vez de Joel. Contra o Flamengo, pela Taça Rio foi da mesma forma. E ainda houve o Santa Cruz, naquela fatídica partida pela Copa do Brasil. Quando a gente acredita que vai para a frente, vai para trás. Com a zaga que dispomos, não é possível sustentar um placar com o adversário jogando com dez no nosso campo de defesa.

De resto, ficaram algumas outras impressões:

* Marcelo Cordeiro tem razão em reclamar do frio que sente no banco de reservas. Considerando o resto do time, ele tem que estar em campo. E nem precisa ser para Somália - xodó de Joel - perder o lugar. Até porque Somália pode jogar na direita ou como volante, posição para o qual foi contratado. Tá fácil.

* Dia desses li uma declaração de Lúcio Flávio dizendo que estava se sentindo muito melhor fisicamente, e que isso refletia na qualidade do seu futebol. De fato, o meia deu um salto de eficiência surpreendente - vide os dois últimos gols que marcou. Não me recordo de ter visto uma arrancada em contra-ataque como esta contra o Corinthians. Só não entendo a razão de Lúcio Flávio ter sido titular fora de forma por tanto tempo, e tantas partidas, desde 2006.

* Leandro Guerreiro fez uma partida correta também, na minha opinião. Parece que começou a passar o efeito da tal escova marroquina.

* Caio não tremeu diante de Roberto Carlos e até obrigou o veterano lateral a jogar mais recuado. Não tremeu mas nem por isso conseguiu ganhar mais que uma jogada que, aliás, terminou em falta cobrada por Lúcio Flávio. RC3 mostrou porque é ainda um dos melhores e o Talismã descobriu que a estrada é mesmo longa e ele mal deixou o acostamento.

* A torcida não poupa Caio, mas Herrera também está devendo uma atuação convincente. Dá gosto de ver a garra do argentino, mas o sabor do gol é muito mais doce.

* Alessandro se esforça, corre, come grama. Passa alguns jogos esquecido pela parte da arquibacanda que o vaia. Aí, de repente, cai sentado como no lance do primeiro gol corinthiano. E fica de novo na berlinda. Alessandro e a vaia têm um caso de amor incompreensível.

Pausa para a Copa do Mundo. É bom ver o Brasil em campo e deixar a alma alvinegra torcer para o Loco Abreu superar o Scarone como o maior artilheiro da Celeste.

Mas não ter o Fogão em campo deixa um vazio danado!

jun
06
2010
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E o Botafogo amansou a Fúria

clique na imagem para ampliá-la

Há exatos 48 anos, no dia 6 de junho de 1962, Brasil e Espanha duelaram pela primeira fase da Copa do Chile. Jogo tenso, singular e inesquecível.

Tenso porque o Brasil jogava pelo empate para seguir adiante na competição. Porém, foi a Espanha que saiu na frente, com um gol de Adelardo Rodriguez, aos 35 minutos do tempo inicial. Singular porque o Brasil esteve perto de adiar o sonho do bicampeonato. Mas, naquela tarde fria, o Botafogo foi a Seleção Brasileira. Virou o jogo e rumou para erguer pela segunda vez a Jules Rimet.

Collar se joga para cima de Nilton Santos

Doze minutos do segundo tempo. Espanha 1 a 0. Enrique Collar avança pela ponta direita acompanhado por Zagallo. Dá um corte rápido e ao ingressar na área é parado por Nilton Santos. A história conta que foi pênalti e que o nosso lateral deu dois passos para frente, postando-se na risca da grande área. Malandragem? Não concordo. Collar é que empurrou Nilton para dentro da área e ele apenas retornou à posição original. Até a falta é questionável e a imagem é clara: o pé direito do brasileiro está praticamente além da marca da cal. Ou será que estou equivocado? :))

Diante da simulação do espanhol, o lateral, com toda a razão, fica inconformado com a marcação de falta

Na cobrança da falta, Puskas ameaça bater, dá uma paradinha e recebe a vaia dos espectadores. Finalmente, centra para a marca de pênalti, a bola é rebatida e Joaquin Peiró vira uma bicicleta mandando a bola para as redes. Há quem não entenda até hoje a marcação do árbitro chileno Sérgio Bustamante. Mas o video-tape da partida não deixa dúvidas. Bustamante não anulou o segundo gol espanhol. Ele apitou claramente - uma empurrão sobre Zito - antes, inclusive, de Peiró iniciar a pedalada no ar. Gilmar nem esboçou uma defesa.

Depois do susto, só deu Botafogo em Viña Del Mar.

Aos 27 minutos, Zagallo avança pela esquerda e cruza. Jose Arasquistaín tenta a defesa com o pé direito, mas Amarildo, o “Possesso”, antecipa-se e marca o gol de empate. O Brasil estava classificado mas a Fúria ameaçava.

Foi quando Garrincha resolveu encontrar os seus “juans”. Primeiro levou Jesus Gracia, depois Adelardo, Gracia de novo, levantamento na pequena área, Amarildo só cumprimentou - Echeberria ainda tenta cortar, de cabeça, em vão. Botafogo 2, Espanha 1. Aos 22 anos, Amarildo Tavares da Silveira estreava na Copa do Mundo em grande e alvinegro estilo. Brilhava a Estrela Solitária no acanhado Estádio Sausalito.

Muita gente aposta que Brasil e Espanha farão a final da Copa do Mundo da África do Sul, neste 2010. Nos últimos dias até a EA Sports, fabricante de games, cravou a Espanha como campeã, usando um simulador que previu a vitória da Fúria sobre o Brasil por 3 a 1 na final. Não aposto no resultado, mas acho plausível que sejam estes os finalistas. Só que um embate entre Brasil e Espanha, em Copa do Mundo, nunca mais será disputado de forma tão Gloriosa como foi naquele 6 de junho.

jun
02
2010
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Atlético-PR (3) x Botafogo (2). Baier extermina.

Poderia comentar aqui que Lúcio Flávio estava irreconhecível na primeira etapa e, por isso, fez um belo gol e um partidaço. Ou poderia dizer que Edno entrou bem e também mereceu deixar o seu.

E que o Botafogo poderia ter encerrado a conversa ainda antes do intervalo. Poderia, inclusive, ter goleado o Furacão, mas acabou engolindo uma virada inesperada e indigesta.

Muito poderia ser dito de um jogo estranho, que teve uma arbitragem pra lá de duvidosa e a favor de um adversário limitado que, todavia, escalou aquele que talvez seja o maior carrasco do alvinegro no século XXI: Paulo Cesar Baier. Mais uma vez, Baier derrubou o Botafogo, fazendo dois gols, quando o Glorioso já tinha aberto dois de distância no placar.

Paulo Baier em campo? Péssima notícia.

Fui pesquisar - tive que fazê-lo - e a verdade é surpreendente. Com este último resultado, Baier alcançou a 12ª vitória em 15 jogos disputados (com dois empates e uma derrota) contra o Botafogo pelo Campeonato Brasileiro. Uma taxa de sucesso de 80%! Ou 38 pontos em 45 disputados.

Pior: mesmo atuando como lateral nos tempos do Goiás, marcou 12 gols, perfazendo uma inacreditável média de 0,8 gols por partida. E tem sido o grande pesadelo do nosso paredão Jefferson, que já foi buscar nas redes 8 bolas enviadas pelo hoje meia do Atlético-PR. Foram 5 em sua primeira passagem por General Severiano (até 2005) e outras 3 desde que retornou da Turquia. Oito gols em cinco jogos!

Paulo Baier já atuou pelo Botafogo - como Paulo Cesar -, no longínquo 1999, e pouco fez a nosso favor. Quando é contra, entretanto, Baier é bom. E extermina.

  • Galeria

    1989_06_21_botafogo_vs_flamengo_g1.jpg Botafogo 2x2 Fluminense - Clique para ampliar

 

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